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Cine Arte Pajuçara: O lugar do cinema alternativo em Maceió

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Todo amante da sétima arte já deve ter ouvido alguma vez a expressão “cinema alternativo” que, em contrapartida ao cinema comercial (Hollywoodiano), tem em sua essência histórias mais profundas e reflexivas. Aqui, mais importante que efeitos especiais e piadas prontas, são os roteiros bem escritos, as boas atuações e os enquadramentos que darão a estética e o tom da obra.

É justamente essa a proposta do Centro Cultural Arte Pajuçara que -- desde da sua inauguração em 1980 -- oferece ao público alagoano uma outra abordagem no âmbito cinematográfico, permitindo o acesso da população a obras que estão fora do grande circuito comercial e que valem a pena ser conferidas.

“Nós optamos por uma programação não comercial, com filmes que normalmente não são exibidos nos grandes circuitos e nas salas de shoppings. Com isso, oferecemos a oportunidade de o público assistir a filmes brasileiros e estrangeiros”, afirma Marcos Sampaio, diretor de programação do Cine Arte Pajuçara.

 Além de filmes Independentes, o Arte Pajuçara também abre espaço para o teatro com uma programação diversificada que inclui shows e peças teatrais. O espaço também pode ser utilizado por empresas e escolas para realização das suas atividades. Marcos diz que o centro cultural é um espaço múltiplo, com mil possibilidades de atuação. Existe ainda a galeria de arte, que oferece a oportunidade para artistas desconhecidos expor suas obras.

Localizado na praia de Pajuçara, uma das áreas tradicionais da orla urbana de Maceió, o “cantinho dos cinéfilos” já tem 37 anos de trajetória, tendo um papel singular no aspecto cultural da cidade. A ideia surgiu com uma empresa sergipana que inaugurou duas salas de exibição dentro de uma galeria que ficava no prédio residencial Ana Maria. A partir desse momento, o público foi se interessando e prestigiando a proposta.

Entre altos e baixos

Mesmo sendo apreciado pelo público, em 1989 o Cine Arte veio a falência, entretanto, foi reaberto pouco tempo depois sob a administração do grupo Art Films, que propôs mudanças na programação, intercalando Produções comerciais com filmes alternativos, contribuindo desta forma com o início dos cineclubes e ajudando a formar a base do cinema alagoano moderno.

Com a migração das salas de cinema para os shopping centers, o espaço foi perdendo público, levando-o ao encerramento das atividades em 1998.  Oito anos depois, ressurge por intermédio do Sesi, que remodelou o espaço para um centro cultural com uma sala de cinema, um teatro, e uma galeria de arte.

Novamente, em 2013, o Sesi anunciou o fechamento do cinema, causando uma forte comoção em quem frequentava o espaço. “Fui funcionário do Sesi, responsável pela gestão do cinema por 7 anos e me mobilizei com outros amigos no sentido de garantirmos a continuidade daquele espaço, fizemos uma associação cultural que dura até os dias atuais, mantendo seu funcionamento mesmo em meio as adversidades”, disse Marcos.

A assistente social Maria Inêz não consegue se imaginar sem o Cine Arte, ela costuma frequentá-lo aos finais de semana. “ No Cine Arte tenho a possibilidade de assistir a conteúdos críticos, reflexivos, e ainda tenho a oportunidade de rever filmes históricos.”

Para o professor José Siqueira, todo o espaço que tem como proposta a disseminação da arte é bem-vindo. “Quando se trata de cinema não convencional, há uma carência enorme no nosso estado. O Cine Arte é a saída para quem aprecia projetos diferenciados”, disse o professor.

Crítica| It A Coisa (2017)

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IT- A Coisa é mais uma das adaptações do escritor Stephen King, o mestre do terror. Essa é a segunda adaptação do livro de mais de 1000 páginas que foi publicado em 1986, tendo uma minissérie e  posteriormente um telefilme exibidos na década de 90, onde o palhaço Pennywise foi interpretado por Tim  Curry (Todo Mundo Em Pânico 2).

A história se passa na pacata cidade de Derry no Maine, onde um grupo de adolescentes conhecidos como o “Clube dos Perdedores”, precisam enfrentar de tempos em tempos uma criatura maligna personificada na forma de um palhaço conhecido como Pennywise.  O filme tem o roteiro de Cary  Fukunaga (Sin Nombre), e a direção do argentino Andy Muschiett (Mama), que trabalha muito bem a amizade, companheirismo, descoberta, aceitação e enfrentamento; que são os elementos primordiais do filme, tendo como ambientação o terror causado pelo palhaço. Durante todo o longa, sentimos a constante evocação de obras como: “Conta Comigo”, “Os Goonies”, “Clube Dos Cinco”, “A Hora Do Pesadelo” e a recente série da Netflix, Stranger Things, que tem um dos atores em IT, Finn Wolfhard.

Não vou entrar na comparação entre o livro e o filme, porque infelizmente eu não tive a oportunidade de ler ainda, mas assisti a algum tempo o telefilme e adorei a atuação do Tim Curry, e já fazendo uma rápida comparação entre Bill Skarsgard e ele, acredito que o que atrapalhou um pouco a performance do novo intérprete de Pennywise, foram os efeitos visuais além da conta, mas de qualquer modo, sua atuação foi expressiva e memorável assim como a de Tim Curry. Quanto aos garotos, a química entre eles é perfeita, e com a ajuda do roteiro, os diálogos funcionam, entre piadinhas e discussões, aos momentos de tensão da obra. Quem mais se destaca são os personagens Richie (Finn Wolfhard), que é um falastrão, Eddie (Jack Dylan Grazer), que é bem paranóico e claro, a linda Bervely, vivida pela Sophia Lillis, que me encantou, pela beleza similar a de outra atriz que também sou apaixonado, Molly Ringwald, que fez sucesso em filmes da década de 80, como, “A Garota de Rosa Shocking”, tendo Inclusive, em uma das cenas, referência por parte de um dos meninos durante uma discussão.

Cada personagem possui seus dramas pessoais, que vai de abuso sexual, exclusão social, lidar com as perdas e o próprio medo, que aqui se transfigura na pele de Pennywise. O terror também é pontual, e o palhaço não aparece a torta e a direita, a imagem dele é preservada em detrimento de suas várias formas usadas para atormentar os adolescentes, como Freddy Krueger; e isso me fez pensar estar vendo uma nova versão de “A Hora Do Pesadelo”, que também tem referência em um dos planos do filme, prestem atenção quando estiverem assistindo. Durante os enquadramentos, é usado o recurso dutch plan para transitar de cenas mais cômicas para momentos de terror, sem perder o ritmo do filme, e passar a ideia desconcertante que o personagem está vivenciando, como na cena em que a Bervely está no esgoto totalmente vulnerável e sozinha. É utilizado o contra-plongée quase sempre que os garotos chegam na casa do palhaço, demonstrando a imponência dela diante da fraqueza e medo deles. A composição visual do palhaço é menos colorida do que a versão dos anos 90, dando um aspecto mais sombrio ao monstro. E retomando o aspecto da atuação, Bill Skarsgard, foi brilhante, realmente passa a sensação de medo, loucura e insanidade, algo interessante que pude notar, é que o palhaço é onipresente, perturbando cada um dos adolescentes mesmo individualmente, ao mesmo tempo.

O incômodo do longa, gira em torno de algumas cenas repetitivas, por exemplo, quase sempre se utilizando do mesmo artifício;  da criatura correndo ou flutuando rapidamente em direção a câmera. No entanto, considero IT um dos melhores filmes de terror do ano, se não o melhor, porque fala da amizade desses garotos desajustados, que precisam enfrentar problemas em uma idade que deveriam apenas se divertir, e que encontram um no outro motivos para continuar a jornada. A cena final é triste e linda ao mesmo tempo, e espero que o segundo capítulo seja tão bom quanto o primeiro.

6 filmes sobre depressão e suicídio

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O suicídio é um assunto não muito tratado nos telejornais (Apenas quando morrem celebridades), mas que requer uma certa atenção, já que também é considerado como um caso de saúde pública. No mês de setembro, precisamente no dia 10; é comemorado o “Dia Mundial da Prevenção Contra o Suicídio”, denominado Setembro Amarelo.

Pensando nisso, resolvi criar uma lista de seis filmes que tratam do assunto, e não apenas falando propriamente do suicídio, mas dos sintomas e das diversas causas que levam a pessoa a tentar contra sua vida, tal como; ansiedade, depressão, fatores externos e internos. A lista possui de animação a documentário, de filme mais lento a narrativas mais enérgicas. Então espero que aproveitem e também se conscientizem acerca do tema que, se não fosse pelo cinema ( Não entrando no mérito da funcionalidade), ainda seria um tabu.

A PONTE

 

Filmado em 2006 por Eric Steel, retrata a realidade chocante e dramática das pessoas que se suicidaram pulando da ponte Golden Gates (Uma das sete maravilhas do mundo moderno), na cidade de São Francisco nos Estados Unidos. Com 24 câmeras espalhadas em diferentes ângulos, Eric consegue captar as pessoas transitando pela ponte e também 24 suicídios durante todo o documentário. Mostrando depoimentos de amigos, familiares e também de um sobrevivente que conseguiu escapar com vida depois de saltar da ponte, o filme gerou polêmica, porque se de um lado, alguns o acharam sensacionalista, algo como um Reality Show de morte, outros o consideraram um serviço de utilidade pública, então ele acabou sendo um divisor de opiniões. O documentário é bastante comovente e chocante, mostrando como cada pessoa que possui depressão e outros tipos de transtornos vivem seus dias, até que alguns não suportam mais tanta dor e acabam decidindo por tirar sua vida. Um dos personagens marcantes do documentário, Gene, tem uma vida totalmente diferente dos padrões sociais impostos, com cabelos pretos enormes e sempre usando preto, tem o depoimento do amigo falando como ele costumava se portar no dia a dia, e que o tempo inteiro falava que queria se matar, contudo, o amigo levava na brincadeira até que ele realmente cometeu o suicídio. O filme é bem reflexivo, mostrando ao longo de 93 minutos que precisamos olhar mais para o outro, e tentar enxergá-lo além do que ele aparenta demonstrar.

 

TRINTA ANOS ESTA NOITE (1963)

Trinta Anos esta noite é um filme francês que narra a história de Alain Leroy (Maurice Ronet), um homem que sai de uma clínica de tratamento para alcoolismo e que durante 48 Horas veremos o percorrer dele pelas ruas da cidade procurando encontrar amigos e familiares em busca de um motivo para continuar vivendo. A película é filmada em preto e branco, dando destaque maior para as atuações, com um ar bem sombrio, os planos são mais abertos mostrando a cidade e o caminhar do Alain pelos bares, festas e reuniões de amigos pela cidade demonstrando o seu vazio e insatisfação com o que está a sua volta. O filme é bastante melancólico, com uma narrativa mais lenta, focando exatamente nos sentimentos de Alain. A direção e o roteiro fica no encargo de Louis Malle (Perdas e Danos).

 

 

SE ENLOUQUECER NÃO SE APAIXONE (2010)

 

Graig (Keir Gilchrist) é um adolescente de 16 anos que enfrenta problemas emocionais, e por conta do estresse, acaba se internado em uma clínica psiquiátrica, lá ele acaba descobrindo que a ala dos adolescentes está fechada e terá que ficar na ala dos adultos. Durante sua passagem pela clínica, conhece bastante pessoas com problemas mentais e faz amizade com Bobby (Zack Galifianakis), e se apaixona por Noelle (Emma Roberts), que também tem a mesma idade e enfrenta dificuldades similares as dele. O longa tem um tom de humor, mas o pano de fundo é realmente o suicídio, a depressão e os problemas enfrentados pelos adolescentes e adultos que passam por essa doença. O filme Tem uma trilha sonora muito boa, inclusive, toca Under Pressure da banda Queen. É um dos meus favoritos aqui da lista, e vale ressaltar que o ator Keir Gilchrist está protagonizando Atypical nova série original da Netflix que aborda outro tema de relevância social, o autismo.

 

AMIZADE DESFEITA (2014)

O filme é exibido como se estivéssemos assistindo através da tela de um laptop, o que deixa o longa mais imersivo. Um grupo de amigos conversam através do Skype quando de repente, percebem um usuário estranho na conversa, que mais adiante sabemos que se trata de uma “amiga” deles, que acabou cometendo suicídio devido a um vídeo humilhante que caiu no Youtube. O filme se utiliza de clichês, mas é bastante interessante, porque trata do Cyberbullying que ainda é um problema grave, levando as pessoas a cometerem o suicídio quando têm suas vidas expostas de uma maneira deturpante.

 

 

 

 

AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL (2012)

 

O filme conta a história de Charlie (Logan Lerman), um garoto de 15 anos que passa por uma depressão após perder o melhor amigo que tirando a própria vida ao voltar para a escola, ele precisa lidar com as pressões do dia a dia, e durante esse processo ele conhece Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), que irão ajudá-lo na sua nova jornada de autoconhecimento e de novas descobertas. O longa é baseado na obra de Stephen Chbosky e dirigido pelo mesmo. O elenco é maravilhoso e conta com; Paul Rudd (Homem-Formiga), Kate Walsh (Grey’s Anatomy) e Nina Dobrev (The Vampire Diaries). Trilha sonora fantástica, e um roteiro bem trabalhado com diálogos críveis.

 

A PEQUENA LOJA DE SUICÍDIOS (2012)

 

É uma animação francesa escrita e dirigida por Patrícia Leconte em 2012, que inclusive causou polêmicas com áudios divulgados no WhatsApp dizendo que seria um desenho incentivando as crianças a cometerem suicídio, contudo, o filme é para adultos e é na verdade, uma crítica social se utilizando de ironia e de ironia e sarcasmo para demonstrar que o suicídio não é a saída. Na história, um casal se aproveita da depressão em que a cidade está imersa para vender produtos que ajudarão pessoas terem uma morte mais requintada,, e dentro desse contexto, nasce um filho do casal que vai tentar modificar a situação da cidade. Porque ele pensa totalmente diferente dos pais e de muitas outras pessoas que moram na cidade.

 

13 REASONS WHY  (2017)

 

Eu sei que eu já citei os seis filmes, mas eu quero falar aqui como extra, dessa série que particularmente eu achei bastante pertinente, e é uma das minhas favoritas. E por mais que ela esteja envolta em polêmicas que dizem que romanceou o suicídio, e também incentivou pessoas a terem a “coragem” que Hannah Baker teve; acredito que nenhuma mídia vá incentivar as pessoas a cometerem tal ato, a ideia já existe, e tudo vai se acumulando até que culmina em um ápice terrivelmente irreversível. Na minha concepção, se tratado de maneira correta, falar desse assunto no meio cinematográfico, pode ajudar bastante no quesito da reflexão da sociedade sobre um tema que ainda é guardado a sete chaves. Então tente não ser um porquê, mas tente enxergar o que está próximo a você com olhar totalmente diferenciado, e retornando a minha fala inicial, ver além do que ele aparenta demonstrar.

Crítica | A Presa/Tusk (2014)

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Escrito e dirigido por Kevin Smith (O Balconista, Seita Mortal, Hollidays) O filme tem altos e baixos dentro da proposta que é apresentado. Na trama, conhecemos Wallace (Justin Long), um podcaster que viaja dos EUA para o Canadá, a fim de entrevistar um cara para o seu programa, porém, o rapaz acaba comentendo suicidio e enquanto está em uma bar se preparando para retornar aos EUA, descobre a história de um velho recluso chamado Howard, ele vai de carro até a casa do Senhor aparentemente simpático e hospedeiro, mas que guarda um segredo obscuro e macabro. A partir desse momento, começa o embate (Ou quase um) entre os dois personagens principais.

Vou começar falando das partes ruins, mas continuem lendo, de todo modo, é válido dar uma oportunidade para o filme. A narrativa Começa a ficar bem forçada a partir da introdução do personagem do Jonny Depp, que achei desnecessário. Um outro ponto desinteressante do roteiro são os flashbacks das histórias do Howard, pois não faria diferença ser mostrado ou não. O personagem do Justin Long está engraçado na medida do possível, o ator Michael Parks (Kill Bill, Planeta Terror, À Prova de Morte), é brilhante mesmo em um filme mediano, demonstrando frieza, loucura e sendo hilário ao mesmo tempo. Grande Michael Parks que faleceu em maio de 2017.

Em contraponto ao roteiro não muito elaborado, tem a fotografia que é um show. Nos vinte minutos iniciais de filme, nos diálogos entre o Howard e o Wallace, prestem atenção na ambientação da casa, com uma paleta de cores quentes, em destaque o amarelo que representa a loucura do Howard e também o fogo, remetendo ao inferno, lugar de tormento, e tormento este, que o Wallace vai passar nas cenas seguintes.

A saturação tem um contraste entre o brilho mais intenso focando nos rosto dos personagens, e as sombras, que fazem a casa ficar com ar de casarão antigo e escuro em determinados locais. É utilizado o plano detalhe, para focar na reação de cada um dos protagonistas em relação a insanidade que vai se aprofundando a cada cena, e também aos objetos no cenário, e em outros momentos é usado o plongée para mostrar o quão inferior e despreparado o Wallace está se sentindo em meio aquela situação em que está imerso. Haley Joel Osment (O Sexto Sentido), está no filme, mas diferentemente do suspense arrepiante de M. Night Shyamalan, em que convenceu a todos com sua atuação, aqui ele não atua, nem sei qual o motivo real dele aparecer no filme, atuação vergonhosa.

Retornando ao personagem do Jonny Depp, está muito chato, não é engraçado, tem diálogos monótonos e forçados, fazendo a narrativa perder o ritmo. E tem uma cena em especial, onde ele conversa com o Howard, é de cair o queixo de tão tediante. Mas o filme não chega a ser ruim, tem seus momentos bons para quem gosta dos trashs, a medida que a trama vai avançando, a bizarrice só aumenta, acredite, é surreal, mas um surreal que te faz rir, o que é a proposta do filme. Sem contar nas piadas feitas com o Canadá, que todos dizem ser um país “receptivo” e “multicultural”, e o final é bem morno, mas acredito que esperado. E o filme tem como pano de fundo essa bizarrice da transformação de um ser humano em morsa, mas na realidade, a ideia principal da narrativa, é deixar claro que, o homem pode ser tão animal e irracional quanto qualquer animal selvagem, e que os monstros, se escondem em cada ser humano.

 

Crítica | Death Note (2017)

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Death Note é um aclamado mangá japonês (2003), criado por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata, que posteriormente, foi adaptado para anime (2006) e teve um enorme sucesso e uma legião de fãs (Faço parte dessa legião), além de ter 4 filmes japoneses em live action.

Na história, Light Yagami é um adolescente de inteligência invejável, e que está entediado com o mundo à sua volta, quando de repente descobre um caderno misterioso que pode matar pessoas quando se escreve o nome nele. A partir dessa descoberta, o garoto começa a assassinar criminosos com o pseudônimo de “Kira”, com um ideal de justiça, onde pretende ser o deus de um novo mundo liderado apenas por ele, mas os seus planos são contrariados inicialmente pelo detetive “L”, e nesse contexto, surge um embate poderoso entre os dois; um jogo psicológico que vai culminar em um clímax de explodir cabeças, totalmente o contrário da adaptação preguiçosa da Netflix.

Quando foi anunciado que a Netflix adaptaria Death Note, logo começaram os burburinhos de que seria uma péssima ideia, o que foi confirmado, porque o filme é péssimo em atuações, roteiro, trilha sonora, e o que resta, é a completa falta de essência e respeito com a obra original. Natt Wolff (A Culpa é Das Estrelas),  nos apresenta um Light ridículo, sem demonstrar nenhum traço do que vemos no anime, toda aquela postura quanto as decisões que precisa tomar mediante às astúcias do seu arquirrival, L. Aqui,  não há profundidade, e temos um garoto que se importa mais com o romance do que se tornar o “deus do novo mundo”, e nem mesmo o romance funciona, já que o roteiro é bem forçado. Todos os personagens são rasos e chatos. O detetive L, interpretado Keith Stanfield (Corra), não traz nada de semelhante com o do anime, porque em hipótese alguma, ele agiria por impulso, vocês entenderão quando assistir, a cena está fora do contexto do L que conhecemos. Não tem nada a ver com a etnia, mesmo porque, uma adaptação não é o original, porém, o que os fãs exigem é o mínimo de detalhe, o que faz diferença na trama. Até mesmo os que não conhecem o anime ou o mangá, se ficar conhecendo através desse filme, vai conhecer a história “deturpada”. Margaret Qualley (The Leftovers), é uma boa atriz, em The Leftovers ela foi muito bem como Jill Garvey, e aqui ela interpreta Mia Sutton (Misa Amane), que inclusive, está mais Kira do que o Natt Wolff, mas não é aproveitada, culpa do próprio caminhar do filme.

Longa está dísponivel no Netflix (Foto: Reprodução)

 No geral, muita coisa ficou de fora, sentimos a ausência do embate dos protagonistas, e ao invés de um filme, a Netflix deveria ter feito uma série, para aprofundar a história e a gente conhecer mais dos personagens, porque compactar 37 episódios em um filme de 1h40, é um desafio até para o Tarantino, e falando no mestre dos diálogos, a trama não possui nenhum marcante, ao invés disso, focaram no gore, com cenas dignas de Premonição (Minha franquia favorita de terror), um outro detalhe, é o fato do diretor Adam Wingard (VHS, ABC da Morte, A Bruxa de Blair 2016), não saber conduzir o roteiro, que hora parte para o suspense (meia boca), e hora para o romance (desnecessário), e o filme se torna um emaranhado de cenas sem saber o caminho a seguir. O Ryuk também está horrível, ele não é aquele Shinigami (deus da morte), divertido, pretensioso e que apenas atiça o pensamento do Light, aqui, ele basicamente entrega o caderno e diz o que ele precisa fazer.

 

 O longa é mais um daqueles Sessão da Tarde, é só mandar reclassificar e exibir tranquilamente. Estou indignado com o que fizeram com a história do meu anime favorito, e sei que os outros fãs estão consternados da mesma forma. Para se ter uma ideia do quão ridículo esse filme é, em uma das cenas, está tocando uma música romântica enquanto está acontecendo mortes, bem tosco. Sem contar com o final que descontrói tudo o que foi narrado o filme inteiro (quase nada). Mas não se preocupem, ainda haverá mais estragos futuramente, já que o longa poderá ter continuação. Se querem saber o porque de Death Note ser um grande sucesso, vejam o anime que está no catálogo da própria Netflix e/ou leiam os mangás, mas se querem morrer de disgosto, assistam ao filme de Adam Wingard.

A Morte da Netflix?

Reprodução/Netflix Bce91e26 e562 427f a74a b7fb3caddb0f Será que a gigante do streaming pode cair?

Será que os dias de vida da gigante do streaming estão contados? Não haverá mais produções originais para serem odiadas e amadas com a mesma intensidade? Um ditado popular bastante conhecido diz o seguinte; “Ruim com ele, e pior sem ele”, nesse caso, ela. Como você se sentiria se a Netflix pendurasse as chuteiras? Para qual plataforma você migraria? Muitas perguntas, não é mesmo? Mas não precisa se preocupar, chorar ou fazer um discurso fúnebre via Facebook ou Twitter, pedindo para os deuses criadores trazê-la de volta.

Recentemente, uma matéria do Los Angeles Times, falou sobre o possível futuro tenebroso que a distribuidora de conteúdo online está para enfrentar; devido a uma dívida a longo prazo em torno de 20 bilhões (63 bilhões de reais), com relação a direitos de distribuição de conteúdo e outras obrigações econômicas. Mas a própria Companhia refutou o valor da dívida, em nota à BBC Mundo, disse que o valor seria de 4,8 bilhões, o que não deixa de ser um débito, mas vamos jogar os números para o escanteio por enquanto, porque o que nos interessa é se ela vai cair no abismo ou não.

Contradizendo as informações de que a Netflix pode ir à falência devido aos empréstimos bilionários, Ted Sarandos, diretor de conteúdo da empresa, disse, em entrevista à Variety que serão investidos 7 bilhões em conteúdo original dividos entre filmes e séries para 2018. Vale ressaltar que, recentemente a companhia contratou a roteirista de Grey's Anatomy, How To Get Away With Murder e Scandal, Shonda Rhimes, para produzir séries diretamente para o catálogo da empresa e não mais para a ABC, onde trabalhou por 20 anos.

Com essa nova parceria, a Netflix poderá alavancar o número de assinantes, que atualmente está na casa dos 100 milhões, visto que, Grey's Anatomy é uma das séries mais populares do catálogo. Um outro ponto chave dessa sociedade entre Shonda e Netflix, é o fato da escritora ter total liberdade em suas criações, já que na emissora aberta, seus trabalhos tinham que obrigatoriamente passar pelas mãos dos produtores do canal, e no streaming, ela não vai precisar de revisores para censurar suas produções, os dois lados serão beneficiados, e claro, o público também sai em vantagem.

A disputa entre as empresas de streaming está cada vez mais acirrada, a Apple, pretende investir 1 bilhão para comprar e produzir conteúdo em 2018, com isso, se tornará uma das maiores produtoras de Hollywood. A Netflix se sobressai devido aos conteúdos originais de grande sucesso como: Orange Is The New Black, House Of Cards e a cancelada Sense 8. No entanto, existe uma expressiva visibilidade da Hulu (Chance), Amazon Prime, Youtube e da própria Apple.

A guerra entre elas estão apenas começando, não existe possibilidade de rendição de nenhuma das partes, pelo menos não por enquanto, dessa maneira, os assinantes poderão ter um leque de possibilidades com relação aos conteúdos produzidos, e ao contrário do que se fala, a Netflix está longe de morrer.

O CHAMADO 3 - CRÍTICA

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Em 2002 chegava aos cinemas “O Chamado”, filme baseado na obra japonesa do diretor Hideo Nakata (Ringu), Com Naomi Watts no papel de Rachel Keller, uma jornalista que se vê assombrada pelo fantasma de uma garota, após assistir a uma fita de vídeo amaldiçoada que mata depois de sete dias. A repórter passa a investigar a história por trás de todo o mistério envolvendo a fita maldita, uma vez que sua sobrinha é encontrada morta em casa com o rosto distorcido. No primeiro longa acompanhamos toda a jornada da protagonista em busca de respostas, a medida que o seu tempo de vida vai se esgotando, sem contar com a vida pessoal que, além de jornalista, precisa lidar com sua maternidade, mãe de um garoto, Aidan, (David Dorffman). O filme teve boas críticas, sendo considerado até melhor que o original japonês. A direção ficou nas mãos do talentosíssimo Gore Verbinski  de (Piratas do Caribe e V de Vingança), o clima de suspense é bem projetado, a trilha sonora se entrelaça perfeitamente com as cenas, o filme é bem trabalhado visualmente, ajustado à bela fotografia. Naomi Watts interpreta uma personagem forte, na qual o telespectador simpatiza e acaba se identificando. Já David Dorffman, não passa desapercebido com o seu personagem, um menino sombrio e com traços depressivos; sua expressão facial fala mais que qualquer palavra. Ele acabou ganhando destaque na sequência, em O Chamado 2 (2005).

Alguns anos se passaram e a “Paramount” resolveu fazer uma continuação que nada verdade, não é continuação e sim um filme derivado do original americano. Era de se esperar que em dado momento houvesse continuação, mas certas obras cinematográficas não necessitam de sequências, os estúdios fazem questão de gastar dinheiro com elas quando poderiam investir grana em um projeto diferente. Entrando nesse clima de desagrado, temos o inexpressivo “O Chamado 3”.

O filme estreou nos cinemas em Fevereiro 2017 com muita promessa e pouca entrega. O longa é totalmente previsível, insosso até mesmo nos famosos “Jump Scare”. A narrativa o torna cansativo, tediante, o roteiro não se sustenta sem a presença de personagens dos filmes anteriores, e temos a leve sensação de estarmos diante de um Déjà vu cinematográfico.

A premissa do novo filme é a seguinte: Julia (Matilda Lutz), descobre que seu namorado está correndo perigo depois de ter visto a fita amaldiçoada. Ela faz de tudo para ajudá-lo, entretanto, descobre outros mistérios bizarros e daí em diante a trama se desenrola, ou nesse caso, se enrola ainda mais.

 

Durante toda a narrativa percebemos que os roteiristas não quiseram pensar em nada de inovador para o filme. Todos os elementos contidos ali, nós já vimos em filmes anteriores. A garota, antes restrita a uma fita de vídeo e uma Tv, agora pode controlar os radares de aviões, celulares, entre outras coisas. “Ok”! Mas já vimos isso em Kairo (2001), terror japonês, onde os fantasmas controlam toda a tecnologia do mundo, e na versão americana chamada Pulse- A Última Dimensão (2006). Outro exemplo; a questão de somente uma nova vida invalidar a morte de alguém, faz parte da premissa de Premonição 2 (2002), e Premonição 5 (2011). Existem cenas que também remetem à “O Grito” (2004), tentaram incorporar certos elementos de Rua Cloverfield- 10 (2016), mas não chegaram nem perto de causar o pavor que o filme de JJ Abrams causou. Vale ressaltar que o filme está nas mãos de um diretor novato, F. Javier Gutierrez, o que não implica em criar boas obras. Fede Alvarez era desconhecido do grande público e fez um excelente trabalho na releitura do clássico de Sam Raimi, Evil Dead (2013), ganhando visibilidade e dirigindo o recente  O Homem Nas Trevas (2016), contudo, Gutierrez, não obteve o mesmo feito. Não trazer de volta os personagens conhecidos, nem ao menos referências aos mesmos, foi um outro equívoco da Paramount. A personagem da atriz italiana Matilda Lutz, é chata, e não tem a pegada It-Girl, talvez em outro filme ela se saisse melhor, que fique claro, a atriz não é ruim, mas em O Chamado 3, ela não teve o destaque que deveria como protagonista, não podemos julgá-la apenas por um trabalho visto, mesmo porque o filme não é feito apenas de atuações, é composto por um conjunto de elementos que o fazem ser bom ou não. Mas espero vê-la em algum outro trabalho, e que seja menos boring. Nos EUA o filme foi um fracasso já na primeira semana, a Paramount esperava faturar uns 35/40 milhões, mas só faturou míseros 13 milhões. Foi tão ruim que fizeram até o estúdio repensar a ideia do novo Sexta-Feira 13, outra produção conturbada e que, provavelmente seria mais uma bomba, com estreia marcada para Outubro de 2017, acabou sendo cancelado.

O chamado 3 tinha tudo para dar certo, mesmo que fosse mais do mesmo, eles poderiam ter trazido Naomi Watts novamente, ou o Aidan na fase adulta para ajudar a protagonista de alguma maneira a enfrentar a maldição, inclusive houve muitos rumores de que David Dorffman participaria do novo longa, fui ver o filme no cinema cheio de expectativas, e devo confessar que retornei frustrado. Quem tem uma breve aparição é o Leonard de The Big Bang Theory, mas também não é lá essas coisas, o papel dele é bem descartável. Visualmente o filme é mal trabalhado, é perceptível que o fantasma da Samara é computação, e não passa a sensação de medo ou angústia. O destaque maior vai para a introdução do filme, também o uso da paleta de cores frias, com tons azulados dando um ar sombrio às cenas, um elemento louvável em meio a tantos tropeções. Outro ponto interessante, apesar de entediante pelo modo como foi mostrado em cena, é a origem da mãe da Samara, conhecemos  um pouco mais dos motivos da menina ser tão evil, muito embora, o longa peca nesse sentido também, já que vimos o que houve com a menina em O Chamado 2, me pareceu um erro de continuidade. Nenhum personagem é forte o bastante para levar o enredo adiante, além dos clichês já utilizados, o susto que a personagem leva quando de repente alguém põe a mão em seu ombro, a chave que abre o elevador e leva a protagonista até um lugar secreto, e aí ela escuta tudo que os outros estão tentando manter em segredo, mas ninguém percebe que ela está ali, etc. Como citei anteriormente, o filme não se sustenta em termos de narrativa, não assusta, não tem uma boa direção, é daqueles filmes que você precisa ver sem nenhuma pretensão, se quer ir sentir medo assistindo ao Chamado 3, melhor evitar expectativas, aliás, não tenha nenhuma. Se vale a pena assistir? Não muito, não consigo enxergar um bom motivo para incentivar você a vê-lo, mas se quiser... Veja ou reveja “O Chamado”, de Gore Verbinski.

6 Filmes Para Você Lembrar do Ator Robin Williams

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Há 3 anos, o talentosíssimo Robin Williams perdeu a guerra que travava com a doença de Parkinson e também a depressão que infelizmente o levaram a cometer suicídio. Pensando em trazer à memória a lembrança do ator, não essa lembrança de perda e tristeza, mas de sorrisos, alegrias e amor, porque basicamente a filmografia dele é sobre isso, e os encantos que a vida pode proporcionar mesmo em meio às adversidades. Resolvi separar uma lista com 6 filmes da sua carreira, para você relembrar momentos emocionantes e divertidos da sua trajetória no cinema, confira:

Sociedade Dos Poetas Mortos (1989)

O filme conta a história do professor de poesia John Keating,  o nosso “capitão”, que leciona na Escola preparatória para jovens, a Academia Welton, uma instituição com valores tradicionais e conservadores. Durante suas aulas, Keating inspira os alunos a persistirem em seus sonhos de uma forma sábia, através do bom-senso e claro, da poesia. No elenco temos rostos conhecidos do cinema, que na época eram muitos jovens, como Ethan Hawke (Antes Do Amanhecer, A Entidade, BoyHood), e Robert Sean Leonard (Dr House). Particularmente, esse é um dos meus filmes favoritos do Robin Williams, mas também sou suspeito, já que sou apaixonado por poesias e filmes da década de 80. O filme tem cenas marcantes, e mostra a importância de querer lutar por um ideal, e embora ele seja um belo filme, tem momentos tristes também, então prepara o lenço, deixa ele do lado, porque você vai precisar em certo momento da narrativa se for um chorão ou chorona. Então, “Carpe diem”, aproveitem o filme ao máximo e tornem ele especial em suas vidas como eu fiz.

Curiosidade: O filme ganhou o Oscar na categoria melhor roteiro original, e recebeu 3 indicações nas categorias melhor ator para Robin Williams, melhor diretor para Peter Weir e melhor filme. Recebeu também indicações ao Globo de Ouro.

Alladin (1992)

Uma das animações clássicas da Disney, que mostra a história de Jasmine, a princesa que depois de fugir do palácio, se apaixona por Alladin, um jovem que vive nas ruas. Juntos eles irão enfrentar o temido vilão conhecido como Jafar, que fará de tudo para se casar com Jasmine, e ele também quer a lâmpada mágica, morada de um um gênio, que concede três desejos a quem possuir a lâmpada. Robin Williams, além de narrar a história, dubla o personagem do gênio que foi criado baseado no próprio Robin.

Quando o ator soube que o gênio tinha sido feito especialmente pra ele, acabou caindo na gargalhada. A animação foi dirigida por John Muskes e Ron Clements, e na época do lançamento do filme os críticos elogiaram muito Robin Williams como o gênio. Alladin ganhou dois Oscar pela trilha sonora e a canção original “A whore new world”. Robin Williams ganhou um prêmio especial no Globo de Ouro por sua atuação como o gênio da lâmpada.

 

 

Uma Babá Quase Perfeita (1993)

É um dos filmes de maior sucesso da careira de Robin Williams e foi exibido diversas vezes na Sessão da Tarde (Globo). Na história, Daniel Hillard está recém-separado da sua mulher e resolve se disfarçar como uma velha senhora, a madame Doubtfire, para ir trabalhar como babá dos seus próprios filhos. Essa aproximação que Daniel quer ter com os filhos causam muitas confusões bastante divertidas e que certamente você vai rir. Nesse filme conhecemos a pequena Mara Wilson, que fez muito sucesso na pele da linda e doce ‘Matilda’ (1996), que também foi outro clássico da Sessão da Tarde, e ainda é exibido vez ou outra atualmente. Uma Babá Quase Perfeita foi realizado por Robin Williams e o diretor Chris Columbus, e eles reataram a parceria em ‘Nove Meses’ (1995), e O ‘Homem Bicentenário’ (1999).

 

 

 

 

 

 

Jumanji (1995) Esse eu não poderia deixar de mencionar, porque é outro clássico das minhas tardes em frente à Tv, e assisti muitas vezes. Recentemente ele foi exibido no SBT e fiquei feliz em vê-lo novamente. Jumanji é um jogo de tabuleiro que a medida que os dados rolam, elementos mágicos vão surgindo e se misturando com os da vida real. O filme é bem divertido e leve, pode assistir com toda a família sem problema nenhum. Kirsten Dunst (Homem-Aranha), aparece ainda bem novinha como uma das aventureiras de Jumanji. Em 2018 o longa vai ganhar uma sequência intitulado Jumanji- Bem-Vindo à Selva, como Dwayne Johnson (Velozes E Furiosos 8), Jack Black ( O Amor Não Tira Férias) Kevin Hart ( Todo Mundo Em Pânico 3) e Karen Gillian.

 

 

O Casamento Do Ano (2013)

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O filme teve muita crítica negativa, mas não vejo motivos para tanta falatória assim, talvez tenha sido pelo fato de ter um puta de um elenco em um filme bem pastelão. Mas ele é bem divertido, eu recomendo que vejam, e caso odeiem, podem me xingar, não galera, sem xingamentos, ok? Só de ver Robert De Niro e Susan Sarandon fazendo um casal nesse filme, vale a pena. Esqueci de contar a história do filme, me empolguei com elenco. Então é o seguinte, Missy e Alejandro são amigos desde pequenos e estão prestes a se casar, viu? Amigos também se casam, bom, pelo menos nos filmes ainda acontece. E Alejandro vai receber no bendito casamento quem? Sua mãe biológica, porque ele é adotado por Robert De Niro e Diane Keaton, e o problema é que sua mãe biológica é muito religiosa e contrária ao divórcio. Daí, Alejandro pede para seus país adotivos que estão separados, fingirem que ainda estão casados e felizes, para sua mãe não desconfiar de nada. Mas a confusão é certa em meio a tantas mentiras. Na trama, Robin Williams interpreta um padre. Sei que é arriscado me crucificarem de cabeça para baixo, mas confesso que gostei muito do filme e ri pra caramba, me julguem, ou assistam também. O elenco ainda conta com Katherine Heigl (Grey’s Anatomy), Topher Grace (Idas E Vindas Do Amor) e Amanda Seyfried (Querido John).

Boulevard (2014)

Em Boulevard ou Avenida, soa meio estranho falar avenida, mas na trama faz sentido. Somo apresentados à Nolan, um homem na faixa dos 60 anos que vive em uma rotina, e está acomodado com ela, até que um dia ele se depara com um jovem chamado Léo em uma avenida, olha a avenida aí, quando voltava para casa, e a partir desse encontro, Nolan começa a relembrar seus passado e também modificar sua vida do presente em um caminho de auto-descoberta. Esse filme tem uma pegada mais dramática, com uma narrativa mais lenta em relação ao outros já citados na lista. Boulevard foi uma das últimas atuações de Robin Williams.

 

Espero que gostem da lista, mas se não gostarem, eu aceito críticas via Sarahah, estou rindo aqui, mas é de nervoso. Brincadeiras à parte, eu quero dizer que é muito legal ter um espaço para comentar com vocês um pouco sobre o mundo espetacular do cinema. E realmente quero que nossos encontros aqui sejam bastante proveitosos. Sempre com dicas de filmes, comentários e com o feedback de vocês que é o mais importante. E realmente eu possuo Sarahah, caso queiram falar alguma coisa em anônimo, podem enviar mensagem para Dayvs.sarahah.com

Até outrora galera!

 

 

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