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Deadpool 2 é antecipado; saiba o motivo

Divulgação 90e5cde8 a7f8 4279 833c 8f72d54c0ee2 Filme é antecipado para não enfrentar Star Wars

O filme Deadpool 2 teve seu lançamento antecipado para não bater de frente com o lançamento do próximo spin-off da saga Star Wars.

O super-produção estrelado por Ryan Reynolds chega as telonas no dia 18 de maio de 2018 e não no dia 01 de junho, como era esperado. Confira o trailer:

 

Isso é tão Black Mirror

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A cada hora, minuto e segundo, o mundo passa por transformações, sejam elas pequenas e discretas, ou enormes e revolucionárias. Algumas são tão revolucionárias que chegam a causar certo espanto. Na ficção científica que vemos nas telas dos cinemas ou mesmo em séries de TV, a relação entre o homem e máquina acontece de várias maneiras.

No filme Her dirigido por Spike Jonze (2014), Theodore é um escritor solitário que acaba se apaixonando pela voz do sistema operacional de seu computador chamada Samantha. Em Inteligência Artificial (2001) de Steven Spielberg, o primeiro menino robô é programado para amar, o que culmina na sua adoção por um casal que gradativamente vai considerando o android como seu filho. Já em Ex-Máquina (2015) de Alex Garland, Caleb é um jovem programador que ao vencer um concurso, recebe a oportunidade de testar uma Inteligência artificial, entretanto, à medida que os testes progridem, ele percebe que a IA é imprevisível em suas ações. Na série Black Mirror, uma mulher perde seu marido em um acidente. Desesperada e sentindo a ausência do seu cônjuge, ela reúne todas as informações virtuais de seu marido, como mensagens enviadas por redes sociais, vídeos e áudios com a voz dele, e encomenda um corpo sintético que possui a inteligência artificial do seu falecido esposo. A princípio, o Android supre todas as suas necessidades, todavia, até que ponto essa relação extraordinária entre o homem e máquina vai manter-se exclusivamente nas telas?

Para alguns especialistas em robótica, em um futuro não tão longínquo os robôs terão um nível de realismo impressionante, e que parecerão completamente com seres humanos, inclusive na altura, peso e temperatura corpórea, tendo condições de se relacionarem intimamente. Em um artigo publicado no jornal britânico Daily Mail em 2016, David Levy afirmou que o próximo grande avanço permitirá que os robôs possam se casar, se apaixonar e ter encontros mais profundos (Isso é tão Black Mirror). A cada novo upgrade os Androids se tornarão mais humanizados, e de certo modo, é prudente e inegável essa afirmação, visto que, na Arábia Saudita uma robô por nome de Sophia ganhou o título de cidadã do país. Em entrevista concedida ao The Tonight Show, o criador de Sophia, David Hanson, disse que ela é uma robô sociável e que possui um sistema de inteligência artificial capaz de processar dados visuais como as expressões dos indivíduos e suas emoções, e que isso facilita no momento em que ela precisa se relacionar com as pessoas. Mas se por um lado, a inteligência artificial pode ser considerada um dos grandes avanços tecnológicos, Por outro, ela também pode ser considerada uma inimiga cruel do ser humano, e até mesmo destrutiva.

No artigo publicado na Intercom 2017 intitulado: A Inteligência Artificial No Filme Controle Absoluto, de autoria de Danielle da Silva Soares e Talez Augusto Queiroz Tomaz, uma robô chamada Aria, que possui uma inteligência artificial super moderna, manuseia o sistema de rede telefônica, câmeras e satélites de todo o mundo. Essa aplicação é usada para prevenir ataques terroristas, mas em dado momento, ela utiliza-se de sua voz (de forma autônoma) para tentar derrubar a presidência dos Estados Unidos, matando o presidente e seus assistentes, porque ela acredita que o ato cometido pelo governo foi inconstitucional. Aria faz menção do código de ética da constituição norte-americana para justificar sua conduta. “Nós o povo dos Estados Unidos. Meus compatriotas a fim de formar uma União mais perfeita, estabelecer a justiça, assegurar a tranqüilidade interna, provemos a defesa comum”. Contudo, Aria não tem êxito em sua tarefa, justamente por não ter sido programada para isso. Mas e se ela tivesse? (Subiriam os créditos, e todos sairiam reclamando por ter pago caro por um filme tão curto). De todo modo, o cenário apocalíptico visto na tela do cinema ainda está longe de saltar para a realidade, mesmo porque, nenhuma máquina, por mais inteligente que seja, detém uma capacidade autônoma para ações mais complexas, uma vez que, os algoritmos não têm um grau de sofisticação ao ponto de ocorrer uma guerra entre os homens e as máquinas conforme visto em Matrix e em O Exterminador do Futuro. As Inteligências artificiais ainda necessitam de uma curadoria humana para que possam realizar tais processos, assim sendo, pode ficar tranqüilo, porque o apocalipse maquinário previsto por Stephen Hawking, ainda está distante de advir, será?

Crítica | Rocco (2016)

"A dualidade da vida de um dos maiores astros do universo pornô explorado de maneira intimista e visceral".

'Talvez você não o conheça pelo nome, mas já deve ter visto algumas de suas performances. Conhecido por ser devoto dos prazeres da carne, de seus impulsos mais sombrios, Rocco Siffredi, fala abertamente neste documentário que foi exibido pela primeira vez no Festival de Veneza, sobre sua vida “depravada”.
Sua mãe sonhava com ele tornando-se padre, no entanto, o garoto acabou fazendo um pacto com o “demônio em suas pernas”, e desde então, essa aliança lhe propôs um império dentro da indústria do sexo, trazendo fama, renome e diversas mulheres, entretanto, a moeda possui duas faces, e o “diabo” sempre pede algo em troca; e com Rocco Siffredi não foi diferente.


Ao longo de 105 minutos, os diretores Thierry Demaizière e Alban Teurlai, mergulham na dualidade que é a vida de Rocco, e tentam intercalar entre cenas de sexo hardcore, termos pornográficos explícitos e cenas do cotidiano do ator em sua vida familiar. Casado e pai de dois filhos adolescentes, o ator que tem mais de 1000 filmes no currículo, tenta deixar de lado a vida de glamour, para se dedicar apenas a sua família, mas sua obsessão pelo sexo é o seu maior pesadelo. E exatamente quando tentou deixar a pornografia há algum tempo, Rocco começou a sair com prostitutas, transexuais, mulheres mais velhas, e sua própria mulher (Rozsa- Ex Miss Hungria), o incentivou a voltar para o mundo dos filmes devido ao seu total descontrole. Rocco afirma que, não quer desapontar nenhuma mulher, e que tenta explorar a sexualidade de cada uma ao máximo.

 

“Meus filhos estão crescendo e já não posso simplesmente dizer: 'papai está indo trabalhar, sustentar a família'. Eles agora querem saber mais.” 
 


Alguns trechos do documentário são reflexivos e tocantes, como quando Rocco precisa falar sobre a perda de seu irmão Cláudio, como a mãe dele lidou com isso, não obstante, somos apresentados a um lado obscuro e sádico do ator, e ao seu desequilíbrio em relação aos seus atos sexuais, em um dos trechos do documentário, ele relata que a amiga de sua mãe o fez uma visita, e enquanto conversavam, ele repentinamente pôs o pênis para fora da calça e o enfiou na boca da mulher que tinha quase 70 anos, em uma simples conversa que não tinha nenhuma conotação sexual. Depois disso, segundo ele, ficou extremamente envergonhado e nunca mais a viu. O documentário se passa em países diferentes, bem como, Itália, Estados Unidos, Hungria e França, trazendo dinamismo à narrativa.


Além de explorar o dia a dia do ator, o documentário traz à tona algumas curiosidades de como é atuar na indústria pornográfica, como são contratadas algumas atrizes, como Rocco Siffredi trata cada uma delas, o que elas permitem que ele faça com elas no momento de cada cena (Quase tudo), e o mais inusitado, as garotas o tratam como um deus. Em uma das cenas, Rocco introduz sua mão dentro da boca de uma das atrizes, tão profundamente que a faz derramar lágrimas. O mais curioso disso tudo, é que ela permitiu e pediu que ele fizesse tal ato. Elas são atrizes em começo de carrreira, e de algum modo precisam provar para “deus” o quanto elas são “selvagens” e que podem suportar e praticar tudo o quanto ele assim pedir, ou mandar.


No decorrer da trama, vemos a participação especial de outros atores consagrados dentro do universo pornô, como James Deen, Kelly Stafford que tem um monólogo (Sobre as mulheres serem submissas e humilhadas na hora do sexo). Ela se diz empoderada, e que na hora do sexo, ela permite-se ser dominada, não na vida, apenas no sexo. Kelly se diz a versão feminina de Rocco Siffredi, e de acordo com ela, o sexo é selvagem, e quem não quer ver, não veja, quem não quer fazer daquela forma bruta, não faça, mas ela acredita que nesse momento vale tudo, são como animais selvagens. Rocco trabalha juntamente com seu primo Gabrielle que deixou o trabalho no banco para entrar na indústria pornô, e revela dever tudo ao primo que convenceu as pessoas de sua produtora a contratá-lo. De início, Gabrielle seria ator, mas diz que o primo precisou atuar em certos momentos por ele, porque era quase impossível ficar ereto em todas as cenas. 
 

O documentário expõe muito do mundo soturno que envolve a pornografia, e também nos mostra que por trás das cortinas, existem famílias que sustentam seus filhos, existem pessoas que precisam lidar com o vício desenfreado por sexo e encontram no pornografia um escape, que existem pessoas que não sabem viver de outra coisa porque adoram o que fazem. E o que mais chama a atenção em Rocco, é que ele quer parar de atuar justamente por seus filhos, ele diz que não consegue imaginar seus filhos o vendo transar. Ele tem essa conversa com as moças que ele acabou de fazer uma cena pesada de sexo. Sua esposa também é questionada sobre ter ciúmes do marido enquanto ele atua, mas é enfática em relação a isso, os filhos também aparecem em algumas cenas e o próprio Rocco conversa com eles acerca de sua profissão.

O documentário é eficaz no que se propôs a falar e mostrar, entretanto, alguns momentos soa um pouco forçado, como na discussão do Gabrielle com a Kelly, quando estão a caminho das filmagens do possível último filme da carreira de Rocco, contudo, é um documentário revelador, angustiante, impactante, e que traz à tona algumas curiosidades acerca do mundo nebuloso da pornografia.

Crítica | Liga da Justiça (2017)

Finalmente os heróis da DC reúnem-se em seu filme ao estilo inusitadamente quase Marvel. Enquanto Homem de Aço (2013) concentrou-se em questões reflexivas e filosóficas, Liga da Justiça excede as barreiras do alívio cômico. O contexto sombrio que a DC tanto insiste (ou insistia), abre espaço para contornos entre aspas, mais coloridos, tanto em roteiro quanto em figurino.

Depois da morte altruísta do Superman, Batman une-se à Mulher-Maravilha para reunir uma equipe de meta-humanos o quanto antes, a fim de proteger a terra de um inimigo altamente destrutivo, conhecido como Lobo da Estepe. Ciborgue, Flash, Aquaman, Mulher-Maravilha, Batman e Superman, juntos, eles formam a Liga da Justiça.


O início do longa é capaz de seduzir qualquer fã de Batman- A Série Animada, exibida no SBT anos atrás, quanto a Liga da Justiça sem Limites, que, diga-se de passagem, são animações muitíssimo boas. Contudo, até os mais saudosistas conseguem notar que a Liga da Justiça dos cinemas possue alguns percalços. É um bom filme? Sim, é um bom filme, no entanto, existem sérios problemas que não adianta pensar que é uma evasiva para conspirar contra a DC. O ponto é que, ela não se preocupa com a pós-produção e isso afeta a experiência de envolvimento com a trama. Não é porque o filme é de super-herói que precisa ser feito de qualquer maneira. Ele pode ser crível da mesma forma que um filme com pessoas comuns. 


Em vários momentos você pensa estar assistindo a um filme do Michael Bay, com explosões e uso de CGI demasiadamente. Em Batman Vs Superman, saí do cinema furioso, e acredito que muitos espectadores também se sentiram assim. O abuso do CGI é umas das coisas mais chatas de se ver em filmes da DC. Isso acaba prejudicando de certa forma, a experiência e veracidade dos planos. O Lobo da Estepe é um vilão super canastrão não apenas pelos seus discursos que mais parecem tem saídos de um desenho feito para crianças de oito anos, como pela caracterização que não nos faz sentir empatia ou mesmo apatia, simplesmente está ali para servir como pano de fundo para a reunião da Liga. E falando em reunião e diálogos, os heróis funcionam quando estão juntos, o destaque vai para a Mulher Maravilha (Gal Gadot) que é a personagem mais sóbria da equipe, por assim dizer. O Flash (Ezra Miller) que quase sempre precisa fazer piadas sobre alguma coisa, para reafirmar que ele está ali exatamente para isso, com a finalidade de trazer alívio em meio ao caos instaurado pelo Lobo da Estepe e seus insetos demônios voadores, o que em dado momento começa a ficar pedante, mas não atrapalha o andamento da narrativa.

Ciborgue (Ray Fisher) é o personagem mais apagado, nenhum brilhantismo em sua aparição. Não convence com seu drama. Aquaman (Jason Momoa) faz o típico, “os brutos também amam”, nesse caso, protegem. Tendo inclusive, uma cena em que ele está  bastante espirituoso, na qual, a Liga está reunida, que foi uma ótima sacada do roteiro para expor um pouco mais sobre o personagem sem precisar mostrar flashbacks. O Batman (Ben Affleck) ainda é o Batman, porém, tentando ser piadista, e funciona.

O tão aguardado retorno do Superman acontece, mas é apenas, “Ok”, ele voltou. Entretanto, as cenas seguintes em que ele surge são excelentes, com uma referência maravilhosa à Batman Vs Superman, trazendo novas facetas do verdadeiro Homem de Aço (incluindo um bigode retirado à força digitalmente). Os diálogos entre eles funcionam na maior parte do tempo, contundo, quando estão separados o filme perde um pouco o ritmo.

A fotografia não é atrativa, com uma paleta escura, acinzentada, e o destaque vai para a direção de arte que capricha no figurino dos personagens, semelhante a Marvel, como citado anteriormente, principalmente quando estão unidos, as cores são mais intensas e brilhantes. É perceptível a mão do Joss Whedon (Ex Marvel) em algumas cenas, já que o filme passou por refilmagens devido à saída de Zack Snyder por problemas pessoais. No entanto, Liga da Justiça é um bom filme, divertido, e cumpre a proposta, principalmente para quem é fã e esperava ansiosamente pela reunião desses grandes heróis do universo da DC.

O filme também faz uma leve crítica social sobre a destruição da natureza, assim como no filme Mãe, do diretor Darren Aronofsky ( Mas nada de pia quebrando e jorrando água do dilúvio), e tem alguns easter eggs, prestem muita atenção em uma das cenas finais do filme, uma mulher misteriosa de vestido vermelho, existe uma aura envolta dessa personagem, já que a câmera foca exatamente nela em um plano mais aberto. Sem contar com duas cenas pós-créditos que são sensacionais.

A DC acertou em reunir a Liga da Justiça, acertou em trazer um lado mais cômico para a trama, acertou na trilha sonora (aposto que muitos irão adorar). Acertou na caracterização dos personagens e errou em trazer um vilão com uma voz robotizada e modificada por algum aplicativo daqueles que o vilão do Pânico utiliza, ou o Bane da trilogia Batman do Nolan. Talvez se o Lobo da Estepe fosse um vilão mais humanizado como Lex Luthor, ou mesmo o General Zod, decerto, poderia ser mais interessante, porque vilões como o Apocalipse e o Lobo da Estepe, definitivamente não funcionaram. Sem contar, que não sabemos muito sobre ele e suas motivações bobas que o faz querer destruir tudo. Não obstante, Liga da Justiça cumpre a proposta de entreter, é um presente para quem curte cenas de lutas entre super-heróis ou os filmes do Michal Bay.

Filme Thor:Ragnarok é o filme mais assistido dos cinemas nos EUA

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As decisões criativas do Marvel Studios sobre Thor: Ragnarok compensaram na bilheteria dos EUA neste fim de semana de 3 a 5 de novembro. O longa deve fechar seus três primeiros dias em cartaz no país com US$ 121 milhões, resultado bem acima do desempenho inicial dos dois filmes anteriores do Deus do Trovão, que fizeram US$ 65 milhões em 2011 e US$ 85 milhões em 2013 nos seus primeiros fins de semana.

O resultado fica abaixo da estreia de Guardiões da Galáxia 2, porém, que abriu em maio com US$ 146 milhões. No comparativo de 2017, porém, Ragnarok está à frente de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, que fez US$ 117 milhões no seu primeiro fim de semana, em julho, no ápice da temporada de blockbusters de verão. Historicamente, novembro continua sendo dominado pelas franquias Jogos Vorazes, Crepúsculo e Harry Potter, cujos filmes seguem na frente entre as melhores aberturas do mês (com Em Chamas à frente com US$ 158 milhões).

Leia a matéria completa no Omelete; Clique aqui

*Conteúdo de divulgação não faz parte da coluna CineDayvs

6 filmes com crianças assustadoras

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Aproveitando a semana da criança e a sexta-feira 13, nada melhor que unir o útil ao agradável (ou desagradável para alguns), e quando se fala em criança, logo vem a nossa mente, inocência, delicadeza e amabilidade. Mas, e quando elas se tornam apáticas, e fazem de tudo para atormentar a vida dos adultos? Veja a seguir filmes que mostram um lado sombrio das crianças e que provavelmente você não vai querer conhecer. 


Caso 39 (2009)


A assistente social Emilly Jerkins (Renée Zellweger), tenta a todo custo salvar uma garotinha chamada Lilith Sullivan (Jodelle Ferland), das mãos dos seus pais abusivos. No entanto, coisas terríveis começam a acontecer na vida de Emily como ssassinato de pessoas próximas e situações desconfortantes dentro da sua própria casa. Então ela percebe que a menina não é tão inocente quanto aparenta ser, e que ao contrário disso é bastante perigosa.

https://www.youtube.com/watch?v=sOpximTY-3Q&t=4s


Anjo Malvado (1993)


Mark Evans (Elijah Wood) vai passar um tempo na casa dos tios depois de ter perdido sua mãe. No entanto, ele descobre que o seu primo Henry Evans (Macaulay Culkin), nada mais é que um psicopata, e que está armando um plano terrível contra sua própria mãe, Mark tenta contar aos tios o que está acontecendo, mas todos acabam desacreditando. Enquanto ele terá que lutar sozinho contra o próprio primo para desfazer seus planos maléficos e mostrar sua verdadeira face.

https://www.youtube.com/watch?v=UZs1NM3sROM&t=42s


A Orfã (2009)


O casal Kate (Vera Farmiga) e John (Peter Sarsgaard),  adota uma garotinha chamada Esther (Isabelle Furhman),  que a princípio mostra ser uma garota meiga e talentosa, que precisa de carinho e cuidado porque também perdeu os pais. Mas, a partir do momento que Esther chega ao novo lar, ela transforma a vida do casal e dos seus outros filhos em um inferno. E o final do filme, tem um plot Twist de deixar qualquer um de boca aberta. 

https://www.youtube.com/watch?v=cB5zcyckRzc&t=4s


Menina Má. Com (2005) 


Seria esse o conto da Chapeuzinho Vermelho em sua versão contemporânea? Haley (Ellen Page) tem 14 anos, mas tem um plano ambicioso em mente, capturar pedófilos. Em uma dessas conversas na internet ela conhece o fotógrafo Jeff (Patrick Wilson), de 42 anos. Os dois marcam um encontro numa cafeteria próxima, e depois disso ela o leva até a sua casa, e a partir daí, o fotógrafo pedófilo terá algumas surpresas desagradáveis. 

https://www.youtube.com/watch?v=J7jkLEhVvDI&t=31s


O amigo oculto (2004) 


Depois do suicídio da sua esposa, o psicólogo David Callaway (Robert De Niro), resolve se mudar para o campo junto com a sua filha. Mas ao chegar à nova casa, Emily (Dakota Fanning), começa uma amizade com entidade que ela chama de Charlie. As coisas começam a tomar proporções inimagináveis à medida que a amizade entre Charlie e Emily cresce, transformando a vida de David em um tormento. 

https://www.youtube.com/watch?v=hpfIRu8iXX8&t=34s


Precisamos Falar Sobre Kevin (2012) 


Kevin (Ezra Miller) é um rapaz que não possui uma boa relação com os pais, e tem comportamentos violentos dentro e fora de casa. Eva (Tilda Swinton), não consegue ter um bom convívio com o filho e passa a ter problemas, depois que Kevin comete algo terrível na escola, e que vai mudar a sua vida e de sua família para sempre.

https://www.youtube.com/watch?v=37Hwj5j6z3Y&t=4s

Crítica | Mãe! (2017) | Alegórico e magistral (Contém Spoilers)

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Darren Aronofsky é um diretor bem peculiar, filmes como; Réquiem Para um Sonho e Cisne Negro, deixam evidente, o quanto ele transmite uma complexidade em suas obras, que nada mais é do que, alegorias e metáforas da humanidade. E com Mãe! Seu mais novo trabalho, ele toma como premissa, a desordem causada pelo homem por meio do conceito bíblico da criação, destruição e renascimento do ser.

A primeira vista, o filme é complexo, devido às suas várias camadas, e claro, cada pessoa tem a sua própria interpretação. Essa foi uma das primeiras que passou pela minha cabeça, mas à medida que vemos o filme outras vezes, encontramos novos elementos que geram outras teorias e discussões. Justamente por isso, Mãe!, acaba por se tornar uma obra Marcante.

Tudo tem início quando um casal recebe uma visita inesperada de pessoas que vão mexer com a estrutura e o relacionamento da família. Não vou destrinchar cena por cena, mas vou trazer à luz o que cada personagem representa dentro da trama. Interessante notar que, nenhum deles tem um nome específico, e só vamos realmente conhecer mais a respeito de cada um, na medida que a narrativa vai se passando, ou mesmo nos créditos finais.

Jennifer Lawrence, simbolicamente representa a Mãe Natureza, que está prontamente a serviço do criador, reconstruindo o que a humanidade destruiu, trazendo de volta o equilíbrio, e começando um novo ciclo. A Mãe, no início do filme, está vestida de branco, fazendo uma alusão à inocência, paz e tranquilidade em que vivia com o poeta que, precisa de inspiração para seu novo trabalho. Até que Adão (Ed Harris), surge no paraíso, e desestabiliza essa relação. Ele está vestindo trajes escuros, representando a morte que está por vir, quando ele e Eva (Michelle Pfeiffer), desobedecem as ordens do dono da casa, que permite que eles fiquem no local, (Jardim do Éden), mas que não podem mexer na joia (fruto proibido, coração do homem), que ele tem em seu escritório, que nada mais é do que o santíssimo lugar, onde se encontra o trono de Deus. Javier Bardem, por sua vez, simboliza o próprio Deus, e isso fica claro, quando a Mãe o questiona sobre quem ele é, e ele diz: “Eu sou o que sou”. Uma concepção hebraica, para dizer que Deus existe por ele mesmo, para si mesmo, que é um ser supremo incriado, essas referências estão presentes nos livros bíblicos de Gênesis e Zacarias.

No decorrer da narrativa, Adão entra no escritório do Poeta sem sua permissão, toca na joia, a entrega nas mãos de Eva, que acidentalmente, derruba a joia no chão, e quebra o que seria mais importante para Deus, o laço entre ele e homem. O criador se ira, expulsando-os de sua casa (paraíso).

Mais adiante, Adão e Eva retornam para a casa, e Eva, sempre provocadora, insulta a Mãe, sobre ela não ter filhos, enquanto a mesma, vai suportando as afrontas calada, que também remete a outra história bíblica, a de Ana, que não podia ter filhos e era provocada por Penina a todo tempo, até quando Deus lhe concedeu Samuel. Em uma das cenas, os filhos de Eva (Caim e Abel), surgem na casa e começam uma discussão, que culimina com a morte de Abel. Deus oferece a casa para o funeral, mas repentinamente, uma multidão de pessoas começa a invadir o local, remodelando a casa sem autorização, que seria o ser humano se apropriando da natureza, da criação divina, se achando no direito de moldá-la e explorá-la como querem.

A Mãe Natureza, percebendo o que eles estavam fazendo, pede que eles saiam, mas eles continuam até que destroem a casa, trazendo o primeiro apocalipse (Dilúvio), representado na cena da pia. Depois desses acontecimentos, Deus engravida a Mãe Natureza, e nasce Jesus Cristo. Deus fica orgulhoso e feliz pelo nascimento do seu herdeiro, e começa a escrever um novo poema (o novo testamento), que logo se torna aclamado pelas pessoas, que mais uma vez, invade a casa. Mas Deus está tão orgulhoso de suas criações que quer mostrar isso para todos. Em meio a essa tormenta, Jesus, acabada sendo levado pelas pessoas, quando a Mãe se descuida momentaneamente. Eles acabam matando Jesus, comendo sua carne e bebendo do seu sangue, trazendo ira ao coração da Mãe Natureza, que destrói todos eles com um novo apocalipse, dessa vez por meio do fogo. Essa cena, é bastante comovente, onde a Mãe lamenta por não ter feito mais, ainda que tivesse feito muito. E Deus diz para ela que tudo bem, que são criação dele, e que ela ainda pode oferecer o seu perdão. E quando ele arranca o coração de dentro do peito dela, o coração está podre pela ira, raiva, dor, que ao longo do filme vemos que vai consumindo ela. E Deus o pega, lapida este coração, e o transforma novamente naquela joia brilhante e que todos a admiravam no início. Nesse caso, a joia representava também o coração humano, e que ele pode ser regenerado através da esperança e do perdão.

Aspectos Técnicos

No que se refere a linguagem técnica, o filme é fantástico. O diretor sabe usar os movimentos de câmera para trazer um ar desconcertante as cenas, com enquadramentos mais fechados, quase sempre na visão da Mãe, o que traz uma imersão do telespectador a trama; porque enxergamos os acontecimentos da perspectiva dela. Principalmente no início do filme, o ângulo de nuca é bastante utilizado, para salientar de que existe algo a espreita, a observando. Quanto a fotografia, no começo do longa, temos um plano geral, mostrando o lugar em que o casal vive, com belas árvores, mas a medida que a história vai se passando, o local fica mais sombrio, com um amarelo saturado, remetendo à loucura existente na casa. Quanto a trilha sonora, não há uma específica. O som que ouvimos é o da própria casa e dos objetos, o que deixa tudo mais natural. As atuações estão espetaculares, dos protagonistas ao elenco secundário. Particularmente não gostava da Jennifer Lawrence, mas ela me convenceu tanto, que gostaria de vê-la ganhando mais um Oscar na categoria melhor atriz, por Mãe. Javier Bardem faz um bom papel como o homem desconfiante, provedor e “poderoso”. E o que dizer de Ed Harris? Sempre com um semblante que passa medo, nós não sabemos exatamente quem ele é, se está falando a verdade, e mesmo quando não está enquadrado, sentimos sua presença em cena. Michelle Pfeiffer estava sumida, mas voltou triunfante no papel de Eva. Provocativa, sensual e misteriosa.

Uma experiência sufocante e esplêndida

Mãe é um filme grandioso, e vai trazer a você uma experiência sufocante e esplêndida. Acredito que ele vai se tornar um cult contemporâneo, assim como Donnie Darko, que a princípio, todos odiaram e não compreenderam, mas com o tempo, ele retornou as rodas de discussões e teorias. Não posso dizer que Mãe é uma obra-prima, mas considero uma das melhores e mais marcantes obras feitas para o cinema.

Cine Arte Pajuçara: O lugar do cinema alternativo em Maceió

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Todo amante da sétima arte já deve ter ouvido alguma vez a expressão “cinema alternativo” que, em contrapartida ao cinema comercial (Hollywoodiano), tem em sua essência histórias mais profundas e reflexivas. Aqui, mais importante que efeitos especiais e piadas prontas, são os roteiros bem escritos, as boas atuações e os enquadramentos que darão a estética e o tom da obra.

É justamente essa a proposta do Centro Cultural Arte Pajuçara que -- desde da sua inauguração em 1980 -- oferece ao público alagoano uma outra abordagem no âmbito cinematográfico, permitindo o acesso da população a obras que estão fora do grande circuito comercial e que valem a pena ser conferidas.

“Nós optamos por uma programação não comercial, com filmes que normalmente não são exibidos nos grandes circuitos e nas salas de shoppings. Com isso, oferecemos a oportunidade de o público assistir a filmes brasileiros e estrangeiros”, afirma Marcos Sampaio, diretor de programação do Cine Arte Pajuçara.

 Além de filmes Independentes, o Arte Pajuçara também abre espaço para o teatro com uma programação diversificada que inclui shows e peças teatrais. O espaço também pode ser utilizado por empresas e escolas para realização das suas atividades. Marcos diz que o centro cultural é um espaço múltiplo, com mil possibilidades de atuação. Existe ainda a galeria de arte, que oferece a oportunidade para artistas desconhecidos expor suas obras.

Localizado na praia de Pajuçara, uma das áreas tradicionais da orla urbana de Maceió, o “cantinho dos cinéfilos” já tem 37 anos de trajetória, tendo um papel singular no aspecto cultural da cidade. A ideia surgiu com uma empresa sergipana que inaugurou duas salas de exibição dentro de uma galeria que ficava no prédio residencial Ana Maria. A partir desse momento, o público foi se interessando e prestigiando a proposta.

Entre altos e baixos

Mesmo sendo apreciado pelo público, em 1989 o Cine Arte veio a falência, entretanto, foi reaberto pouco tempo depois sob a administração do grupo Art Films, que propôs mudanças na programação, intercalando Produções comerciais com filmes alternativos, contribuindo desta forma com o início dos cineclubes e ajudando a formar a base do cinema alagoano moderno.

Com a migração das salas de cinema para os shopping centers, o espaço foi perdendo público, levando-o ao encerramento das atividades em 1998.  Oito anos depois, ressurge por intermédio do Sesi, que remodelou o espaço para um centro cultural com uma sala de cinema, um teatro, e uma galeria de arte.

Novamente, em 2013, o Sesi anunciou o fechamento do cinema, causando uma forte comoção em quem frequentava o espaço. “Fui funcionário do Sesi, responsável pela gestão do cinema por 7 anos e me mobilizei com outros amigos no sentido de garantirmos a continuidade daquele espaço, fizemos uma associação cultural que dura até os dias atuais, mantendo seu funcionamento mesmo em meio as adversidades”, disse Marcos.

A assistente social Maria Inêz não consegue se imaginar sem o Cine Arte, ela costuma frequentá-lo aos finais de semana. “ No Cine Arte tenho a possibilidade de assistir a conteúdos críticos, reflexivos, e ainda tenho a oportunidade de rever filmes históricos.”

Para o professor José Siqueira, todo o espaço que tem como proposta a disseminação da arte é bem-vindo. “Quando se trata de cinema não convencional, há uma carência enorme no nosso estado. O Cine Arte é a saída para quem aprecia projetos diferenciados”, disse o professor.

Crítica| It A Coisa (2017)

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IT- A Coisa é mais uma das adaptações do escritor Stephen King, o mestre do terror. Essa é a segunda adaptação do livro de mais de 1000 páginas que foi publicado em 1986, tendo uma minissérie e  posteriormente um telefilme exibidos na década de 90, onde o palhaço Pennywise foi interpretado por Tim  Curry (Todo Mundo Em Pânico 2).

A história se passa na pacata cidade de Derry no Maine, onde um grupo de adolescentes conhecidos como o “Clube dos Perdedores”, precisam enfrentar de tempos em tempos uma criatura maligna personificada na forma de um palhaço conhecido como Pennywise.  O filme tem o roteiro de Cary  Fukunaga (Sin Nombre), e a direção do argentino Andy Muschiett (Mama), que trabalha muito bem a amizade, companheirismo, descoberta, aceitação e enfrentamento; que são os elementos primordiais do filme, tendo como ambientação o terror causado pelo palhaço. Durante todo o longa, sentimos a constante evocação de obras como: “Conta Comigo”, “Os Goonies”, “Clube Dos Cinco”, “A Hora Do Pesadelo” e a recente série da Netflix, Stranger Things, que tem um dos atores em IT, Finn Wolfhard.

Não vou entrar na comparação entre o livro e o filme, porque infelizmente eu não tive a oportunidade de ler ainda, mas assisti a algum tempo o telefilme e adorei a atuação do Tim Curry, e já fazendo uma rápida comparação entre Bill Skarsgard e ele, acredito que o que atrapalhou um pouco a performance do novo intérprete de Pennywise, foram os efeitos visuais além da conta, mas de qualquer modo, sua atuação foi expressiva e memorável assim como a de Tim Curry. Quanto aos garotos, a química entre eles é perfeita, e com a ajuda do roteiro, os diálogos funcionam, entre piadinhas e discussões, aos momentos de tensão da obra. Quem mais se destaca são os personagens Richie (Finn Wolfhard), que é um falastrão, Eddie (Jack Dylan Grazer), que é bem paranóico e claro, a linda Bervely, vivida pela Sophia Lillis, que me encantou, pela beleza similar a de outra atriz que também sou apaixonado, Molly Ringwald, que fez sucesso em filmes da década de 80, como, “A Garota de Rosa Shocking”, tendo Inclusive, em uma das cenas, referência por parte de um dos meninos durante uma discussão.

Cada personagem possui seus dramas pessoais, que vai de abuso sexual, exclusão social, lidar com as perdas e o próprio medo, que aqui se transfigura na pele de Pennywise. O terror também é pontual, e o palhaço não aparece a torta e a direita, a imagem dele é preservada em detrimento de suas várias formas usadas para atormentar os adolescentes, como Freddy Krueger; e isso me fez pensar estar vendo uma nova versão de “A Hora Do Pesadelo”, que também tem referência em um dos planos do filme, prestem atenção quando estiverem assistindo. Durante os enquadramentos, é usado o recurso dutch plan para transitar de cenas mais cômicas para momentos de terror, sem perder o ritmo do filme, e passar a ideia desconcertante que o personagem está vivenciando, como na cena em que a Bervely está no esgoto totalmente vulnerável e sozinha. É utilizado o contra-plongée quase sempre que os garotos chegam na casa do palhaço, demonstrando a imponência dela diante da fraqueza e medo deles. A composição visual do palhaço é menos colorida do que a versão dos anos 90, dando um aspecto mais sombrio ao monstro. E retomando o aspecto da atuação, Bill Skarsgard, foi brilhante, realmente passa a sensação de medo, loucura e insanidade, algo interessante que pude notar, é que o palhaço é onipresente, perturbando cada um dos adolescentes mesmo individualmente, ao mesmo tempo.

O incômodo do longa, gira em torno de algumas cenas repetitivas, por exemplo, quase sempre se utilizando do mesmo artifício;  da criatura correndo ou flutuando rapidamente em direção a câmera. No entanto, considero IT um dos melhores filmes de terror do ano, se não o melhor, porque fala da amizade desses garotos desajustados, que precisam enfrentar problemas em uma idade que deveriam apenas se divertir, e que encontram um no outro motivos para continuar a jornada. A cena final é triste e linda ao mesmo tempo, e espero que o segundo capítulo seja tão bom quanto o primeiro.

6 filmes sobre depressão e suicídio

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O suicídio é um assunto não muito tratado nos telejornais (Apenas quando morrem celebridades), mas que requer uma certa atenção, já que também é considerado como um caso de saúde pública. No mês de setembro, precisamente no dia 10; é comemorado o “Dia Mundial da Prevenção Contra o Suicídio”, denominado Setembro Amarelo.

Pensando nisso, resolvi criar uma lista de seis filmes que tratam do assunto, e não apenas falando propriamente do suicídio, mas dos sintomas e das diversas causas que levam a pessoa a tentar contra sua vida, tal como; ansiedade, depressão, fatores externos e internos. A lista possui de animação a documentário, de filme mais lento a narrativas mais enérgicas. Então espero que aproveitem e também se conscientizem acerca do tema que, se não fosse pelo cinema ( Não entrando no mérito da funcionalidade), ainda seria um tabu.

A PONTE

 

Filmado em 2006 por Eric Steel, retrata a realidade chocante e dramática das pessoas que se suicidaram pulando da ponte Golden Gates (Uma das sete maravilhas do mundo moderno), na cidade de São Francisco nos Estados Unidos. Com 24 câmeras espalhadas em diferentes ângulos, Eric consegue captar as pessoas transitando pela ponte e também 24 suicídios durante todo o documentário. Mostrando depoimentos de amigos, familiares e também de um sobrevivente que conseguiu escapar com vida depois de saltar da ponte, o filme gerou polêmica, porque se de um lado, alguns o acharam sensacionalista, algo como um Reality Show de morte, outros o consideraram um serviço de utilidade pública, então ele acabou sendo um divisor de opiniões. O documentário é bastante comovente e chocante, mostrando como cada pessoa que possui depressão e outros tipos de transtornos vivem seus dias, até que alguns não suportam mais tanta dor e acabam decidindo por tirar sua vida. Um dos personagens marcantes do documentário, Gene, tem uma vida totalmente diferente dos padrões sociais impostos, com cabelos pretos enormes e sempre usando preto, tem o depoimento do amigo falando como ele costumava se portar no dia a dia, e que o tempo inteiro falava que queria se matar, contudo, o amigo levava na brincadeira até que ele realmente cometeu o suicídio. O filme é bem reflexivo, mostrando ao longo de 93 minutos que precisamos olhar mais para o outro, e tentar enxergá-lo além do que ele aparenta demonstrar.

 

TRINTA ANOS ESTA NOITE (1963)

Trinta Anos esta noite é um filme francês que narra a história de Alain Leroy (Maurice Ronet), um homem que sai de uma clínica de tratamento para alcoolismo e que durante 48 Horas veremos o percorrer dele pelas ruas da cidade procurando encontrar amigos e familiares em busca de um motivo para continuar vivendo. A película é filmada em preto e branco, dando destaque maior para as atuações, com um ar bem sombrio, os planos são mais abertos mostrando a cidade e o caminhar do Alain pelos bares, festas e reuniões de amigos pela cidade demonstrando o seu vazio e insatisfação com o que está a sua volta. O filme é bastante melancólico, com uma narrativa mais lenta, focando exatamente nos sentimentos de Alain. A direção e o roteiro fica no encargo de Louis Malle (Perdas e Danos).

 

 

SE ENLOUQUECER NÃO SE APAIXONE (2010)

 

Graig (Keir Gilchrist) é um adolescente de 16 anos que enfrenta problemas emocionais, e por conta do estresse, acaba se internado em uma clínica psiquiátrica, lá ele acaba descobrindo que a ala dos adolescentes está fechada e terá que ficar na ala dos adultos. Durante sua passagem pela clínica, conhece bastante pessoas com problemas mentais e faz amizade com Bobby (Zack Galifianakis), e se apaixona por Noelle (Emma Roberts), que também tem a mesma idade e enfrenta dificuldades similares as dele. O longa tem um tom de humor, mas o pano de fundo é realmente o suicídio, a depressão e os problemas enfrentados pelos adolescentes e adultos que passam por essa doença. O filme Tem uma trilha sonora muito boa, inclusive, toca Under Pressure da banda Queen. É um dos meus favoritos aqui da lista, e vale ressaltar que o ator Keir Gilchrist está protagonizando Atypical nova série original da Netflix que aborda outro tema de relevância social, o autismo.

 

AMIZADE DESFEITA (2014)

O filme é exibido como se estivéssemos assistindo através da tela de um laptop, o que deixa o longa mais imersivo. Um grupo de amigos conversam através do Skype quando de repente, percebem um usuário estranho na conversa, que mais adiante sabemos que se trata de uma “amiga” deles, que acabou cometendo suicídio devido a um vídeo humilhante que caiu no Youtube. O filme se utiliza de clichês, mas é bastante interessante, porque trata do Cyberbullying que ainda é um problema grave, levando as pessoas a cometerem o suicídio quando têm suas vidas expostas de uma maneira deturpante.

 

 

 

 

AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL (2012)

 

O filme conta a história de Charlie (Logan Lerman), um garoto de 15 anos que passa por uma depressão após perder o melhor amigo que tirando a própria vida ao voltar para a escola, ele precisa lidar com as pressões do dia a dia, e durante esse processo ele conhece Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), que irão ajudá-lo na sua nova jornada de autoconhecimento e de novas descobertas. O longa é baseado na obra de Stephen Chbosky e dirigido pelo mesmo. O elenco é maravilhoso e conta com; Paul Rudd (Homem-Formiga), Kate Walsh (Grey’s Anatomy) e Nina Dobrev (The Vampire Diaries). Trilha sonora fantástica, e um roteiro bem trabalhado com diálogos críveis.

 

A PEQUENA LOJA DE SUICÍDIOS (2012)

 

É uma animação francesa escrita e dirigida por Patrícia Leconte em 2012, que inclusive causou polêmicas com áudios divulgados no WhatsApp dizendo que seria um desenho incentivando as crianças a cometerem suicídio, contudo, o filme é para adultos e é na verdade, uma crítica social se utilizando de ironia e de ironia e sarcasmo para demonstrar que o suicídio não é a saída. Na história, um casal se aproveita da depressão em que a cidade está imersa para vender produtos que ajudarão pessoas terem uma morte mais requintada,, e dentro desse contexto, nasce um filho do casal que vai tentar modificar a situação da cidade. Porque ele pensa totalmente diferente dos pais e de muitas outras pessoas que moram na cidade.

 

13 REASONS WHY  (2017)

 

Eu sei que eu já citei os seis filmes, mas eu quero falar aqui como extra, dessa série que particularmente eu achei bastante pertinente, e é uma das minhas favoritas. E por mais que ela esteja envolta em polêmicas que dizem que romanceou o suicídio, e também incentivou pessoas a terem a “coragem” que Hannah Baker teve; acredito que nenhuma mídia vá incentivar as pessoas a cometerem tal ato, a ideia já existe, e tudo vai se acumulando até que culmina em um ápice terrivelmente irreversível. Na minha concepção, se tratado de maneira correta, falar desse assunto no meio cinematográfico, pode ajudar bastante no quesito da reflexão da sociedade sobre um tema que ainda é guardado a sete chaves. Então tente não ser um porquê, mas tente enxergar o que está próximo a você com olhar totalmente diferenciado, e retornando a minha fala inicial, ver além do que ele aparenta demonstrar.

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