Câmera Record mostra o drama de moradores da maior favela de palafitas do Brasil Câmera Record mostra o drama de moradores da maior favela de palafitas do Brasil | ANTENA CRÍTICA
Câmera Record mostra o drama de moradores da maior favela de palafitas do Brasil | ANTENA CRÍTICA
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Câmera Record mostra o drama de moradores da maior favela de palafitas do Brasil

Por Redação | 25/08/2018 | 13:15
Foto: Reprodução | Internet Câmera Record mostra o drama de moradores da maior favela de palafitas do Brasil

Os especialistas afirmam: a palafita − tipo de moradia construída sobre a água, em troncos ou pilares de madeira − pode ser considerada o pior lugar para se viver. As equipes do Câmera Record deste domingo, 26/08, revelam o drama de brasileiros que se “equilibram” na maior favela do gênero do país. São milhares de moradias enfileiradas pelo rio dos Bugres, em um complexo que envolve três grandes comunidades: Jardim São Manoel, Vila Alemoa e Dique da Vila Gilda. De acordo com o último censo do IBGE, mais de 20 mil pessoas vivem naquela região da Baixada Santista, em São Paulo.

Nas palafitas não existe esgoto, e todos os dejetos das casas caem diretamente no mangue. O lixo também é descartado na água.

O risco de incêndios por curto-circuito, causados por causa das instalações elétricas clandestinas, é alto. O programa mostra a história de quem sobreviveu recentemente ao fogo que destruiu barracos e desabrigou mais de cem famílias.

Apesar das condições precárias, muitas famílias não encontram outra opção de moradia. Estela mora com o marido e os filhos em um único cômodo: quatro no colchão, quatro na cama e um no sofá. “Eu fico com medo de dormir aqui, porque sei que tem água passando embaixo da gente, e tem muito rato também”, conta Estela. Sem dinheiro para pagar aluguel, ela viu nas palafitas a única saída para garantir um teto. “Não pago luz nem água. Assim, sobra um pouquinho (de dinheiro) para comprar comida e roupa para os meninos”, esclarece.

Jurandí veio da Paraíba há 17 anos. Na época, trocar a seca do sertão por uma casa em cima da água significava levar uma vida melhor. Nos últimos tempos, a crise bateu à porta do pescador. “Eu fazia muitos bicos, agora estou parado”, afirma. Como a fome não espera, só tem um jeito para conseguir comida: pescar em meio ao lixo o alimento do dia a dia. “Quando eu abro o peixe, até que não tem muita sujeira, tem muita lama, sim. Mas eu como mesmo assim”, revela.

“Os peixes têm contaminação de metais pesados, que podem produzir doenças crônicas, inclusive doenças graves que podem levar à morte”, alerta o pesquisador Walter Barrella.

O Câmera Record, apresentado por Marcos Hummel, vai ao ar aos domingos, logo depois do Domingo Espetacular, às 23h15.

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