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CINEMA

Crítica – “Halloween”, o que esperar do filme de terror

Estreou nesta quinta o filme Halloween nas telonas dos cinemas. Quarenta anos depois do clássico que ainda é uma das principais referências do gênero terror, o assassino Michael Myers retoma suas atividades, após escapar da prisão justamente na noite de Halloween. O primeiro filme, “Halloween – A Noite do Terror”, lançado em 1978, passou por diversos reboots, remakes e sequências (como as partes as partes IV, V e VI).

Dirigido por David Gordon Green, o novo “Halloween”, ignora todas essas continuações e se diferencia delas por trabalhar melhor os personagens e a cidade de Haddonfield. A superprodução conta com o criador do personagem, John Carpenter, como um dos produtores executivos e consultor criativo, além da participação especial de Nick Castle, o primeiro Michael Myers.

Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), a mulher que sobreviveu a noite de 1978, é a personificação do trauma. Vive isolada, em uma casa repleta de grades e armas, e se mostra completamente paranoica com a segurança de sua filha e de sua neta. Quando Lauren descobre que Myers está solto na sua cidade, ela se sente preparada ´para fazer justiça com as próprias mãos. Lee Curtis retorna ao seu papel com maestria indiscutível e Andi Matichak, que interpreta a jovem Allyson, também não decepciona.

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Paralelamente, o espectador também acompanha Myers fazendo suas vítimas. As cenas, com o auxílio de uma trilha sonora impecável, criam uma atmosfera de tensão crescente para a narrativa. Myers é como uma sombra. Em muitos momentos do longa não sabemos exatamente onde ele está. Os sustos não são óbvios, mas sim contundentes.

A reta final da trama tem uma sequência de cenas apreensivas (um espectador mais sensível certamente irá fechar os olhos) e dá gancho para uma possível continuação. Fica a sensação de que o filme é, sem dúvidas, uma bela homenagem ao original, contando com inúmeras referências, maior desenvolvimento e pitadas de atualidade.

 

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