Políticos apostam em apps de namoro para fazer campanha Políticos apostam em apps de namoro para fazer campanha | ANTENA CRÍTICA
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Políticos apostam em apps de namoro para fazer campanha

Por Veja | 24/08/2018 | 22:36
Foto: Reprodução | Internet Políticos apostam em apps de namoro para fazer campanha

Aquele sorrisão cativante bem que poderia estar em busca de um bom papo, de um cineminha, de um chope ou, quem sabe, de algo mais sério, como um namoro. Até uma descompromissada “ficada” faz parte do jogo, afinal, aplicativos de relacionamento estão aí para que as pessoas se conheçam e mantenham contato fora do mundo virtual. Mas não se engane. O que eles querem é uma coisa só: o seu voto. Aqui em São Paulo, alguns candidatos nas próximas eleições apostam em perfis de aplicativos, como o Tinder, para fazer campanha, independente se já são conhecidos ou não.

Figurinha carimbada das redes sociais desde que foi alçado pelo ex-prefeito João Doria como prefeito regional de Pinheiros, na Zona Oeste, o administrador de empresas Paulo Mathias, do PSDB, de 27 anos, ficou apenas um ano e três meses no cargo, a exemplo de seu antigo chefe. Saiu para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa e aposta no meio digital para angariar votos. Há uma semana cadastrado no Tinder, já conquistou mais de cinquenta “matches”, quando duas pessoas curtem o perfil uma da outra. Seu cadastro aceita contatos tanto de homens quanto de mulheres, a partir de 18 anos. “Ouço comentários de que sou bonito, mas deixo claro logo na primeira página de apresentação que estou ali para fazer campanha”, afirma Mathias, que precisou primeiro convencer sua namorada, a publicitária Fabíola Farias, 30. “Falei para ela: ‘fica tranquila, amor, dia 7 de outubro eu saio’. Ela topou a empreitada, mas pediu a senha do aplicativo”, afirma.

Filho do secretário municipal de Desestatização e Parcerias, Wilson Poit, o administrador de empresas Vinicius Poit, 32, candidato, pela primeira vez, a deputado federal pelo Novo, não teve que promover nenhum exercício de convencimento para pedir votos no app de namoro. “Tenho cadastro há mais de dois anos, desde que fiquei solteiro, e só tive o trabalho de atualizar minha descrição”, afirma, se referindo aos dizeres “Venha dar um ‘match’ com minhas ideias”, escritos na página principal de seu perfil. Ao contrário de Paulo Mathias, Vinicius quer conversar apenas com mulheres. “No começo eu falava com pessoas dos dois sexos, mas começou a dar mal entendido. Sou heterossexual, não tenho problemas com a diversidade de gênero, mas preferi separar as coisas”, diz o candidato, que recebe mais de cinquenta “cantadas” por dia. “Tento não misturar as coisas e falo que depois das eleições a gente conversa”, afirma.

Outro estreante em eleições e que aposta nos “matchs” para se eleger deputado federal, o relações internacionais Gabriel Rocha Kanner, 28, neto do fundador das lojas Riachuelo, Nevaldo Rocha, trocou a carreira na empresa da família para se dedicar à política. A exemplo de Paulo Mathias, precisou pedir permissão para a namorada, que não se importou. “Ela sabe do nosso projeto, deu total apoio e não se importou nem um pouco que eu baixasse o Tinder no meu celular”, comemora. “Mas é claro que fui obrigado a compartilhar a senha”, diverte-se.

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