Projeto Relix leva Espetaculix para Teatro Deodoro Projeto Relix leva Espetaculix para Teatro Deodoro | ANTENA CRÍTICA
Projeto Relix leva Espetaculix para Teatro Deodoro | ANTENA CRÍTICA
CULTURA

Projeto Relix leva Espetaculix para Teatro Deodoro

Por Assessoria | 24/10/2018 | 19:56
Foto: Divulgação Projeto Relix leva Espetaculix para Teatro Deodoro

Depois de levar o espetáculo Oceano para praia de Maceió, e percorrer ao longo desse mês diversas escolas discutindo sustentabilidade com ações de arte, educação e tecnologia, o projeto Relix leva o Espetaculix para o palco do Teatro Deodoro, na quinta-feira, dia 25, com três sessões abertas ao público: 9h, 15h e 19h. Os estudantes de escolas públicas são os convidados especiais.

O Espetaculix é uma peça original do projeto que utiliza o teatro de formas animadas, seis atores e muita música para contar de forma lúdica e educativa uma história sobre pessoas comuns que se tornam heróis da sustentabilidade, despertando o interesse das crianças e jovens pelo tema. As apresentações são acompanhadas da distribuição de 24 mil Quadrinholix, cartilha parte integrante do espetáculo – ilustrada pelo artista paraibano Shiko, e 50 conjuntos de lixeiras seletivas entregues às escolas.

Dirigido por Osvaldo Gabrieli, o Espetaculix integra a participação dos atores, bicicletas coletoras, marionetes e sacos de lixo. No enredo, apresentam-se seis personagens principais: Raí Repensalix, Renato Recusalix, Rafael Reduzalix, Raul Reutilizalix, Rita Reciclalix, Ricardo Limpalix e Roberto Catalix. Marionetes também compõem a dramaturgia: Ronaldo Recolix, Rodolfo Bagunçalix, Rubens Sujalix, Rosinha Egoistalix e o Dragão do Lixo, o Gigantelix.

RELIX EM MACEIÓ

O projeto Relix, que discute a sustentabilidade com ações de arte, educação e tecnologia voltou a Alagoas em setembro de 2018, mas já percorreu todo o estado em 2016. Patrocinado pelo Sesi-AL, o Relix acumula dados positivos em todo país, especialmente em Alagoas. Os números do primeiro Projeto Relix no Estado são bastante positivos. Desde a primeira passagem, o cenário da cadeia produtiva de reciclagem mudou bastante. O projeto impulsionou a assinatura do convênio da Prefeitura de Maceió com as cooperativas da capital para dar início à coleta seletiva, até então inexistente, em 11 áreas da cidade. Essa coleta é feita com os caminhões e com as ecobicicletas doadas pelo Relix.

De 2016 para cá, o número de cooperativas legalizadas mais que duplicou. Antes 14, são agora 29 que enxergaram na legalização uma oportunidade para se candidatarem a receber a bicicleta do projeto e que perceberam, com as ações de valorização aos catadores, a importância da união da classe para seu fortalecimento e, consequentemente, da economia verde no Estado. Alagoas foi o primeiro Estado do Norte /Nordeste e o terceiro do Brasil a fechar oficialmente todos os lixões, atendendo à lei que foi um dos fatores que motivou a criação desse projeto.

Idealizado por Lina Rosa Vieira, o Relix Alagoas 2018 realizará: 30 apresentações Oceano, 110 apresentações do Espetaculix (peça original do projeto), além de ter 25 bicicletas doadas, app atualizado e a exposição Relixx – A Força Cromossômica Feminina por uma Vida Sustentável, reunindo como protagonistas nas fotos mulheres catadoras de AL, PE e PB.

“Voltar com números tão positivos que foram estimulados pelo Relix 2016 é animador e desafiador. Voltamos a Alagoas cheios de vontade que esses números cresçam e que o projeto deixe para o Estado a nossa semente mais importante: a consciência da reciclagem. Para manter a saúde do planeta temos que estar juntos nessa corrente de diminuição de consumo, da logística reversa e da coleta seletiva. O ato de reutilizar, por exemplo, é muito generoso. A gente acaba por descobrir novas possibilidades para as coisas”, diz Lina Rosa, idealizadora do projeto Relix, que assina também a criação e direção de projetos como Sesi Bonecos e o Fito – Festival Internacional de Teatro de Objetos.

“O Relix é, primeiro, uma forma de conscientizar as pessoas. Levamos com este projeto a educação ambiental para escolas e indústrias de Alagoas, falando não só de reciclar o lixo, mas de evitar o máximo possível a sua produção. Esta ação é posicionada como um ponto de partida para repensarmos a maneira que lidamos com lixo, não só no âmbito coletivo, mas no comportamento do indivíduo e, para isso, é preciso que todos os envolvidos colaborem, formando uma cadeia de pessoas dispostas a promover uma mudança efetiva dentro da nossa sociedade”, Carlos Alberto Paes, Superintendente Executivo SESI/AL

RELIX

A iniciativa multidisciplinar e orgânica, integrada com arte, música, teatro, fotografia, mobilidade, educação ambiental, redes sociais, tecnologia e direitos humanos, circula até dezembro por todo o Estado de Alagoas para alertar sobre a problemática do lixo. O Relix se posiciona como um ponto de partida para repensarmos a maneira que lidamos com lixo, não só no âmbito coletivo, mas no comportamento do indivíduo. Cada pessoa, comunidade ou indústria pode e deve ser sensibilizada para se integrar como agente de reestruturação.

Numa referência ao lixo em latim (lix, significado de cinzas), Relix é Recusar, Repensar, Reciclar, Reduzir e Reutilizar o lixo. Ressignificar transformando o conceito de lixo por meio da arte, relíquias. Para provocar mudanças de comportamento que conduzam a resultados mais eficientes e confirmem o estabelecimento da nova e necessária tendência ao lixo zero (ainda distante, mas é preciso começar). A cada performance cultural, com público formado por estudantes ou trabalhadores da indústria, se constrói uma nova consciência ambiental, na nossa casa, mas também na rua, trabalho, cidade.

CICLOLIX

Em cada escola e indústria por onde passar, o Relix também vai expor a Ciclolix, a bicicleta coletora, com resíduo reciclado limpo, que levará o espectador a conhecer, refletir e criar uma nova e adequada consciência sobre a lei do Aterro Sanitário, sobre a importância dos catadores de lixo, sobre a reciclagem, sobre a logística reversa e, sobretudo, a urgente necessidade de redução do lixo gerado por cada indivíduo. Cada instituição envolvida vai firmar um acordo de colaboração com a cooperativa de catadores mais próxima geograficamente para que o lixo tenha destinação adequada.

Em Alagoas, novas 25 unidades das Ciclolix serão entregues às associações de catadores de todo o Estado. Além disso, os catadores recebem um kit que inclui bolsa, chapéu com proteção para a nuca e camisa UV para proteger o trabalhador do sol, par de luvas, trava de segurança e bomba de calibragem.

A Ciclolix é uma bicicleta coletora projetada para oferecer maior segurança e otimizar o trabalho do catador de lixo. O protótipo especialmente criado para o projeto foi idealizado junto que com os catadores que foram ouvidos sobre as melhores funcionalidades para a bike adaptada com carroceria. O modelo único no país tem capacidade para carregar até meia tonelada, amassadores de latinhas e garrafas PET, sinalização de segurança, estepe, tudo para facilitar o dia a dia e garantir a segurança do trabalhador. Além da humanização da jornada de trabalho dos catadores, a Cicl-olix surge como uma contrapartida ao costume controverso e pouco recomendável da tração animal para coleta, ainda muito utilizada no perímetro urbano de Alagoas.

“A Ciclolix oferece mais dignidade a uma classe trabalhadora de fundamental importância para a sociedade e retira os animais das ruas. Além oferecer menor esforço físico e maior segurança para quem a conduz e para o trânsito, ela aumenta a auto-estima do catador e contribui para a valorização da profissão” define Lina Rosa.

DADOS DO LIXO

O mundo vive o alerta do consumo insustentável, o acúmulo do lixo produzido e a complexa questão do descarte adequado que cause menor dano. Reestruturar as iniciativas públicas e privadas para o equilíbrio do sistema torna-se uma questão global. No Brasil, a linha de chegada ao prazo final de fechamento de todos os lixões do Brasil e suas transformações em aterros sanitários, é uma das mais significativas ações para reconfigurar no país o debate sobre a questão do lixo como uma problemática social. A lei de Resíduos Sólidos determinava a extinção até agosto de 2014, mas uma emenda aprovada pelo Senado estabeleceu prorrogamento dos prazos entre 2018 e 2021, de acordo com município.

A palavra lixo tem origem no latim Lix (cinza), de uma época em que a maioria dos resíduos domésticos eram compostos por sobras da lenha, do carvão, das cinzas dos fogões e das lareiras. As cinzas, ou lixo, eram aproveitadas para fabricar sabão. Hoje, os componentes do lixo espalhados pelo mundo têm uma gama de cores tão vasta quanto o mal que causam. O cenário instalado é cinzento. Juntas, as cidades do planeta geram cerca de 1,3 bilhão de toneladas de lixo por ano. O Brasil produz 240 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos diariamente. Entre os países emergentes, lidera a lista dos que mais acumulam sucata eletrônica no mundo.

O Brasil ainda engatinha na difícil missão de fechar seus quase 3 mil lixões. A maioria das cidades não cumpriu o acordo, dentro da lei e no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Baseado em 3 pilares: Brasil sem Lixão, Recicla Brasil e Pró-catador. O primeiro, como o próprio nome diz, pretende eliminar todos os depósitos a céu aberto e investir em parcerias com os estados e municípios para a construção dos aterros sanitários. O segundo foca na educação ambiental, na coleta seletiva e na reciclagem. O último, estrutura cooperativas para fazer do catador um elo forte entre o plano e as suas conquistas. Para se ter uma ideia, a cada mil brasileiros, um é catador.

SERVIÇO:

Projeto Relix – Alagoas

Espetaculix

Teatro Deodoro

Dia 25 de outubro

Sessões: 9h, 15h e 19h.

PERÍODO DO RELIX: Até dezembro de 2018

Idealização de Lina Rosa e Sérgio Xavier

Patrocínio do Sesi Alagoas

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