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MEDO

Viúva de Marielle Franco pede proteção à Comissão Interamericana de Direitos Humanos

A arquiteta Mônica Benício, de 32 anos, viúva da vereadora do Rio Marielle Franco (Psol), assassinada em março com o motorista Anderson Gomes afirmou que tem sofrido ameaças, e por isso, pediu proteção à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA). O caso foi revelado pelo jornal O Globo.

Mônica Benício relatou que vem recebendo ameaças. Ela disse que, por exemplo, foi perseguida duas vezes no mesmo dia por um carro branco, perto da casa dela, no Rio, há cerca de dois meses.

Outra ameaça foi mais direta: “Eu passei por um homem que me disse, aceita que ela morreu e cuidado porque tá falando demais, a próxima pode ser você”.

“Essas ameças foram feitas de uma conjuntura nos últimos 4 meses e foram de diversas formas, tanto feita presencialmente, como feitas pela Internet. Eu entrei com esse pedido com a OEA depois de ter apresentado o caso da Marielle com eles, tendo a intenção de internacionalizar o caso, onde tinha sido instruída pela própria direção que deveria procurar uma medida de segurança porque eles me entendiam em risco. A minha questão hoje é: o caso da Marielle não será mais um caso inviabilizado”, afirmou.

Segundo contou ao jornal O Globo, foi aconselhada a pedir proteção diante das ameaças que vem sofrendo. O pedido foi aprovada pela CIDH em 3 de agosto e, diante dele, a OEA deve aumentar a pressão sobre o governo brasileiro pela segurança da viúva de Marielle.

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