GREVE

Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

13/10/2011. Crédito: Breno Fortes/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Carteiros trabalham no centro de distribuição da Empresa de Correios e Telégrafos - ECT do Setor de Indústria e Abastecimento - SIA, após o fim da greve.

Os funcionários dos  decidiram entrar em greve por todo país por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleias ocorreram nos sindicatos e, a paralisação começou a valer às 23h desta terça-feira (10).

O movimento será por tempo indeterminado e todos os serviços dos Correios serão afetados. Em São Paulo, em assembleia realizada no clube CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), cerca de 5.000 trabalhadores compareceram e aprovaram a paralisação. A categoria prega que o objetivo é defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família.

“Cerca de 80% das agências vão aderir à greve. Foram 36 sindicatos que em conjunto e com decisão unânime decidiram pela paralisação”, afirma Douglas Cristóvão de Melo, diretor de comunicação da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios), que representa sindicatos e de São Paulo – os dois principais do país. A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), que representa entidades dos outros entes federativos, e tem forte presença no Norte e Nordeste, também aderiu à paralisação.

Nesta quarta, as primeiras estimativas da Findect são de 70% de adesão na cidade de São Paulo. Manifestações devem ocorrer na frente dos postos de trabalho na parte da manhã e da tarde. Também é esperado um ato conjunto até o da semana no município. Segundo a entidade, os Correios não tentaram contato com os trabalhadores desde que a paralisação começou.

Os trabalhadores e a estatal estavam desde negociando, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), novo acordo coletivo para a categoria. A empresa, no entanto, não aceitou os termos indicados. “A direção da ECT e o governo querem reduzir radicalmente salários e benefícios para diminuir custos e privatizar os Correios. Entregar o setor postal a empresários loucos por lucro. Para manter nosso acordo coletivo, repor as perdas aos salários e manter os empregos vamos ter que lutar”, informou em nota a Findect. 

O acordo coletivo da categoria ficou vigente até o início de agosto. Antes de expirar, durante a audiência no TST, as duas partes concordaram em prorrogá-lo até 31 de agosto, enquanto as negociações andavam. Durante esse período de conversas, os sindicatos se comprometeram a não iniciar greve. No entanto, o novo prazo chegou e uma solução ainda estava pendente. Os Correios não quiseram prolongar por mais um mês o acordo, como propôs a Justiça do Trabalho, e, com isso, os trabalhadores voltaram a se organizar para uma paralisação.

Os trabalhadores dos Correios protestam contra a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa, de 0,8% – menor que os 3,1% da inflação acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC). Entre pontos que a categoria reivindica, estão a exclusão do vale cultura, a redução do adicional de férias de 70% para 33% e o aumento da mensalidade do convênio médico e da co-participação em tratamentos de saúde. A exclusão dos pais de planos de saúde também é um ponto sensível na negociação.


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