POLÍTICA

Leilane Neubarth alfineta Bolsonaro e ironiza fala sobre pandemia

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Uma das jornalistas mais influentes do país se posiciona contra fala de Bolsonaro

O pronunciamento em rede nacional de Jair Bolsonaro, no último dia 24, ainda repercute entre os brasileiros e tem recebido inúmeras críticas de várias pessoas. Uma delas é a jornalista Leilane Neubarth, que usou seu perfil em uma rede social para reprovar a fala do Presidente da República.

Alguém já viu uma ‘gripezinha’, um ‘resfriadinho’ cancelar corridas de Fórmula 1, adiar Olimpíadas ou fechar a Disney?“, questionou a jornalista que é considerada uma das mais influentes da TV brasileira.

A jornalista orientou ainda seus seguidores de pensar antes de qualquer coisa nas pessoas que podem morrer, caso seja infectadas pelo Coronavírus. “Faça sua parte. A vida está em primeiro lugar“, escreveu ela.

Contudo não foi só jornalistas que se colocaram contrário a fala do político. Alguns aliados se mostraram incomodado com o posicionamento de , principalmente pelo fato do presidente minimizar uma pandemia de promoções como a do novo coronavírus a comparando com uma “gripezinha”.Além disso, Bolsonaro criticou a medida de quarentena imposta por alguns governos de estado, que colocaram seus territórios em isolamento. Também pediu para que todos voltassem às suas rotinas normais e acusou a imprensa de querer causar uma histeria na população.

Bolsonaro vs a imprensa nacional

Opinião – Quem acompanha a mídia nacional sabe o quanto é difícil o relacionamento do atual presidente da república com os profissionais de imprensa, não só nacional como também os correspondentes da mídia internacional. Muitos atrelam ao fato de falar sempre o que “dá na telha”, contudo a “perseguição” da mídia ao presidente vai muito além de um possível boicote de ideologia política.

É descartável a ideia de que a mídia persegue o presidente da república por não receber “propina” como nos governos anteriores, afinal, é obrigação do governo investir determinada quantia em publicidade oficial nos meios de comunicação. O que mudou de um governo para o outro é que, atualmente a verba destinada a cada emissora de TV, por exemplo, não é escolhida pelos meios comuns, onde investir mais no veículo que tem o maior alcance e audiência é a melhor opção, trazendo assim melhores resultados para o comercial vinculado.

A perseguição da mídia à Jair Bolsonaro nada mais é que a própria autenticidade do jornalismo, experimentada por ex-presidentes como Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, porém com uma pitada de “esse é um comportamento de líder de estado?” assim como a mídia caçoou fortemente os deslizes da sucessora de Lula ao Governo Federal.

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